Comando da PSP Port garante operacionalidade apesar da avaria no software do sistema de comunicação rádio
O oficial de operações da PSP do Porto, Pedro Teles, reconheceu hoje a existência de um problema de software no sistema de comunicação rádio, mas garantiu que essa limitação não é total, pelo que a actividade policial não está a ser prejudicada.
"Não há nenhuma patrulha do Comando Metropolitano da PSP do Porto tenha sido cancelada por causa deste problema", afirmou o responsável.
Na sua edição de hoje o Correio da Manhã noticiou que a PSP do Porto está sem comunicações via rádio desde sábado, pelo que todos os agentes são obrigados a usar os telemóveis pessoais.
Refere também que várias patrulhas foram canceladas por motivos de segurança dos próprios polícias.
Em declarações à Lusa, Pedro Teles explicou que existem sete antenas (repetidores) de comunicação espalhadas na cidade, algumas das quais não conseguem comunicar entre si.
"Significa isto que se eu sair do Porto e entrar em Gondomar, por exemplo, pode acontecer que a antena local não me reconheça e não permita a comunicação", admitiu.
Pedro Teles sustentou, no entanto, quando isto acontece "os agentes podem recorrer ao sistema de comunicação antigo que oferece todas as garantias porque funciona em perfeitas condições".
O oficial de operações da PSP do Porto reconheceu que "existe de facto um problema técnico que se está a tentar resolver" mas, frisou "não ser verdade que alguma patrulha tenha sido cancelada por causa desta limitação".
Segundo o responsável, o comando solicitou, sábado, os contactos pessoais de todos os agentes apenas por precaução e por razões de segurança dos próprios efectivos.
"Ou seja, o objectivo era que todos estivessem contactáveis no caso do sistema falhar de facto", esclareceu.
O circuito de comunicação rádio "TETRA", instalado no Porto, é igual ao que funciona na área de Coimbra e considerado, pelos especialistas, como um dos mais avançados nas comunicações das forças de segurança.
Foi instalado por uma empresa italiana que tem estado a tentar resolver esta falha à distância.
"Como a tentativa não resultou foi necessário deslocar um técnico de Itália, ao Porto, que irá resolver em poucos dias as falhas no sistema", garantiu Pedro Teles.
Segundo o Correio da Manhã, alguns agentes da PSP/Porto consideram que a situação é grave, porque se sentem "abandonados na rua".
"Não conseguimos pedir apoio nem chamar uma ambulância se necessário", referiu outra fonte ouvida pelo mesmo diário.
Esta fonte frisou que as comunicações da PSP do Porto têm dependido dos telemóveis pessoais de cada um dos elementos.