Combate à solidão contribui para prevenir suicídio - secretário de Estado da Segurança Social

Porto, 10 abr (Lusa) -- O Secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa, afirmou hoje que qualquer iniciativa que "quebre a solidão" e o isolamento das pessoas "contribuirá para quebrar" o fenómeno do suicídio.

Lusa /

Marco António Costa, que falava aos jornalistas depois de presidir à cerimónia de entrega de equipamentos de teleassistência a oito freguesias do Porto, no âmbito do projeto "Chaves de Afetos", da Santa Casa da Misericórdia do Porto, salientou a importância de iniciativas como esta.

O apoio domiciliário é o "mecanismo que consideramos mais eficaz para combater o isolamento e a solidão", disse.

Sem querer comentar as declarações à Lusa do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, que afirmou que "o suicídio de idosos se prende com circunstâncias que têm a ver com o abandono social e com condições de vida mais difíceis de sobrevivência", Marco António Costa salientou o Governo ter libertado "as amarras que estavam a condicionar o espaço de autogestão das instituições" que promovem apoio domiciliário.

"Tudo o que quebre a solidão, que aumente as ligações afetivas das pessoas, que promova a autoestima e que faça sentir a cada uma dessas pessoas que é respeitada e importante, contribuirá para quebrar esse fenómeno", disse.

Para Marco António, este programa da SCMP é "precursor", sendo certo que "o Estado não pode ter a ilusão de que será capaz de resolver os problemas das pessoas à distância".

"São as câmaras e as instituições sociais que podem marcar essa diferença", frisou.

No âmbito do protocolo assinado hoje entre a SCMP e as oito freguesias do Porto (Massarelos, Bonfim, Miragaia, S. Nicolau, Santo Ildefonso, Sé, Foz do Douro e Ramalde) mais 16 pessoas vão passar a dispor de teleassistência.

Segundo o provedor da SCMP, António Tavares, o projeto, destinado a apoiar população idosa com mais de 65 anos em situação de solidão abrange já 60 pessoas e o objetivo é conseguir amparar uma centena.

"Estamos convictos que esta é também uma forma de inclusão social", disse o provedor, para quem este projeto "dá a chave para se entrar em casa das pessoas, levando afetos".

Segundo António Tavares, a SCMP "já está a cumprir a sus missão" se conseguir evitar que os idosos fiquem sozinhos, abandonados e tristes.

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