Comerciantes de Vila Real preocupados com abertura de novas superfícies na cidade
O presidente da associação comercial de Vila Real, Fernando Cardoso, mostrou-se preocupado com a abertura de mais duas superfícies comerciais na cidade, afirmando que elas poderão "agravar a crise económica" dos comerciantes locais.
Fernando Cardoso, presidente da Associação Comercial e Industrial de Vila Real (ACIVR), manifestou aos jornalistas a sua oposição à abertura de novas superfícies comerciais na cidade, designadamente o Minipreço, quatro lojas do grupo os "Mosqueteiros" e a expansão do Continente.
"Estamos muito cépticos em relação ao futuro, até porque nos últimos tempos tem sido várias as lojas que fecharam e estão a fechar na cidade", frisou.
Segundo disse, a situação "é mais crítica" no centro histórico de Vila Real, que está cada vez mais "vazio", tanto em termos de residentes como de comerciantes.
Mais hipermercados em Vila Real "poderá ser o desaire total e a catástrofe", afirmou.
O presidente da câmara, Manuel Martins, afirmou que a autarquia, à partida, recusará novos pedidos de licenciamento e quanto aos pedidos já efectuados, salientou que a câmara levantou alguns condicionalismos, nomeadamente uma alteração das acessibilidades para o Continente e para a zona onde se pretende instalar o Minipreço.
O processo do grupo os "Mosqueteiros", que requisitou licença para abrir, na mesma zona, embora em edifícios diferentes, quatro lojas, já remonta a 1999.
Este investimento poderá ascender aos cinco milhões de euros, criar 120 postos de trabalho, e é feito num sistema de "franshising", envolvendo quatro empresários diferentes.
Em sede da comissão que avalia a introdução de novos estabelecimentos comerciais, Manuel Martins frisou que o parecer da câmara será negativo para o licenciamento das novas superfícies, embora isso "não obste" que os projectos sejam concretizados.
Esta comissão é constituída por representantes do Ministério da Economia, Comissão Coordenação do Desenvolvimento da Região Norte (CCDRN), Câmara Municipal, ACIVR e DECO.
Também Fernando Cardoso já afirmou que a ACIVR votará contras as novas superfícies, e disse esperar que elas não se concretizem "nos próximos tempos".