Comunidade dos ciganos é a mais discriminada na UE
Os ciganos são a comunidade que mais sofre discr iminações na vida pública da União Europeia (EU), denunciou o Observatório Europeu do Racismo e da Xenofobia (EUMC).
"Os ciganos enfrentam agressões raciais, assim como uma discriminação sistemática no acesso à educação, à saúde, ao emprego e à habitação em muitos Estados-membros da União Europeia", refere a directora do EUMC, Beate Winkler, em comunicado.
Nas vésperas do Dia Internacional dos Ciganos, que se assinala sábado, o EUMC "agradece as iniciativas desenvolvidas pelos Estados-membros no combate a o racismo e exclusão social" na UE.
"É necessário criar e aplicar políticas ambiciosas e dotar os recursos necessários que permitam melhorar substancialmente a situação da comunidade rome na na Europa", destaca Beate Winkler.
Oficializado em 1971, o Dia Internacional dos Ciganos veio reconhecer a riqueza da história, língua e cultura deste povo.
Apesar de ser uma data relativamente desconhecida para a grande maioria das pessoas, hoje é celebrada em diversos países dos cinco continentes como uma chamada de atenção para a discriminação que em muitas ocasiões estas comunidades são alvo.
Durante a segunda Guerra Mundial os ciganos foram perseguidos pelos naz is por razões raciais e estima-se que meio milhão de pessoas deste grupo étnico foi assassinado em campos de concentração.
Em todo o mundo há cerca de 10 milhões de ciganos e na Europa constitue m a minoria étnica mais importante e numerosa com cerca de oito milhões de pesso as.
As maiores comunidades de ciganos vivem no Leste da Europa, sobretudo n a Roménia, República Checa, Eslováquia, Hungria e Sérvia.
Em Portugal vivem cerca de 40 mil portugueses de etnia cigana e ainda um número indeterminado de ciganos oriundos da Europa Central e de Leste.
A maioria da comunidade cigana em Portugal está concentrada no litoral e dedica-se sobretudo à venda ambulante.