Concelho de Figueira da Foz vai ter mais quatro hotéis

A Câmara Municipal da Figueira da Foz prevê a abertura de quatro novos hotéis até final de 2006, três na cidade e uma na freguesia rural de Maiorca, revelou hoje o presidente da autarquia.

Agência LUSA /

Na marginal fronteira à praia, na zona da Ponte do Galante, está projectada a construção de um aparthotel de quatro estrelas (16 andares) com 120 suites e 40 quartos (600 camas), previsto para abrir no Verão de 2006.

Junto ao Parque das Abadias, perto de Centro de Artes e Espectáculos, numa área outrora ocupada por instalações militares, surgirá um hotel de cinco estrelas, com 200 quartos.

O projecto arquitectónico desta unidade hoteleira, promovida pelo grupo Visabeira, deverá estar concluído em Outubro próximo e a previsão de abertura, segundo o presidente da autarquia, aponta para "finais de 2006".

No palácio Sotto Mayor, propriedade do Grupo Amorim, irá entretanto nascer um "hotel de charme", com 16 quartos, tendo o promotor já levantado na autarquia a licença para remodelação do edifício.

No Paço de Maiorca, edifício adquirido pela Câmara durante o mandato de Santana Lopes para funcionar como equipamento cultural, a autarquia negociou com um investidor privado a instalação de outro "hotel de charme", com 27 quartos.

Duarte Silva estima que a unidade hoteleira de Maiorca, situada a cerca de 12 quilómetros da Figueira da Foz, possa estar em funcionamento "em finais de 2005".

O hotel, para além do edifício principal do Paço, englobará outro edifício, com 10 quartos e áreas de apoio, a construir numa área adjacente.

Em declarações à Agência Lusa, Duarte Silva considerou os novos hotéis "fundamentais para o cumprimento da estratégia de desenvolvimento económico e turístico de qualidade da Figueira da Foz".

Das quatro novas unidades hoteleiras, aquela cuja construção está prevista para a Ponte do Galante permanece envolta em polémica, tendo o início das obras sido mesmo alvo de uma providência cautelar por parte de um grupo de cidadãos.

Ao aparthotel, de acordo com o projecto, juntam-se sete blocos de apartamentos com 298 fogos, a edificar em terrenos adjacentes.

Em Julho, os cidadãos reclamaram em tribunal o embargo das obras, acusando a autarquia da Figueira da Foz de ter autorizado o início destas "sem ter poder para o fazer".

Em causa está o projecto de plano de pormenor para aquela zona - na altura em discussão pública -, já aprovado pela autarquia na última reunião do executivo e que aguarda ratificação da Assembleia Municipal.

Hoje, Duarte Silva afirmou não haver "razão" para alterar o plano de pormenor ou proceder à execução de um novo, sustentando a legalidade do processo.

"Só se houvesse vontade da Câmara e a Câmara não tem vontade para tal. Não há qualquer razão legal para o fazer", sublinhou.

O presidente da Câmara assumiu que a urbanização "surge como contrapartida" à edificação do aparthotel (ambos a cargo da mesma sociedade construtora), aludindo aos "custos" inerentes à construção da unidade hoteleira.

"E em 50 anos não se construiu qualquer hotel desta categoria na Figueira da Foz", lembrou.

Duarte Silva assegurou ainda que as obras terão início com a edificação da unidade hoteleira, rejeitando qualquer "tentação" do construtor em começar pelos edifícios de apartamentos.

"Pode ter a tentação que quiser, mas não vai de certeza começar as obras dos edifícios antes do hotel. O resto [da urbanização] depende muito do mercado, mas não será feito tudo ao mesmo tempo", acrescentou.


PUB