Concessão da A17 completa opção à A1 na ligação entre o norte e Lisboa
O primeiro-ministro preside quinta-feira na Figueira da Foz à cerimónia de concessão da futura via A17, entre Mira e Marinha Grande, que completa uma segunda ligação entre Lisboa e Porto com o perfil de auto-estrada.
O consórcio a quem foi adjudicada a obra é a BRISAL, liderado pela BRISA, que vai gerir um investimento total de 570 milhões de euros, para um troço de 92 quilómetros com portagens.
A obra deverá estar completamente operacional em Janeiro de 2008 e prevê ainda a ligação de um acesso de 12 quilómetros entre o Louriçal e a cidade de Pombal, que vem completar o IC8, uma via transversal que liga Castelo Branco ao litoral, incluindo concelhos como a Sertã ou Proença-a-Nova.
"Mais vale tarde do que nunca", comentou Duarte Silva, presidente da Câmara da Figueira da Foz, um dos concelhos mais beneficiados com a concessão da A17.
Depois de ter estado prometida a sua conclusão antes do Euro2004, a contestação por parte da concessionária derrotada no concurso público fez atrasar o processo de tal modo que estava a preocupar as autarquias da região.
"A auto-estrada já deveria estar feita", até porque "toda a nossa estratégia de desenvolvimento económica passa pela melhoria das acessibilidades", considerou Duarte Silva, recordando que a cerimónia de quinta-feira se insere na primeira visita de Pedro Santana Lopes à Figueira da Foz, autarquia de que foi presidente entre 1997 e 2001.
"A construção da A17 e do IC8 diminui a distância entre várias cidades do centro do país, o que vem ainda permitir o reforço do papel do porto da Figueira da Foz", destacou o autarca.
De acordo com o projecto da A17 aprovado pelo Governo, os troços serão completados de sul para norte, estando prevista a conclusão da ligação entre Marinha Grande e Louriçal até Maio de 2007.
Quinta-feira, Santana Lopes deverá também inaugurar o IC1, entre Mira e Aveiro, que constitui a ligação da A17 ao IP5 e à A1, bem como uma nova via para os condutores que tenham como destino Gaia.
Com 25,4 quilómetros de extensão, seis nós de ligação e duas faixas em cada sentido, o primeiro troço a ser inaugurado vai constituir-se como uma variante a Vagos, Mira e Ílhavo, permitindo retirar muito do trânsito que agora percorre a Estrada Nacional 109.