condutor de veículo que se despenhou da ponte Eiffel com indícios de álcool no sangue
Viana do Castelo, 11 Jan (Lusa) - O excesso de álcool no sangue poderá ter sido uma das causas do acidente, registado quinta-feira na ponte Eiffel, quando uma viatura se despistou e se despenhou de uma altura superior a 10 metros, admitiu hoje fonte da PSP.
Segundo a fonte, um primeiro teste feito ao condutor revelou "indícios" de álcool no sangue, seguindo-se agora novo exames no Instituto de Medicina Legal (IML), no Porto, para aferir do valor da taxa de alcoolémia.
O condutor acabou por sofrer apenas ferimentos ligeiros e já teve alta hospitalar.
Um automóvel despenhou-se, na noite de quinta-feira, da ponte Eiffel de Viana do Castelo, caindo de uma altura superior a 10 metros.
"Valeu ao condutor o facto de conduzir uma viatura topo de gama, com um sofisticado sistema de segurança, que permitiu que o habitáculo ficasse praticamente intacto", acrescentou a fonte da PSP.
O condutor, de 42 anos e residente em Carreço, Viana do Castelo foi assistido no local pelo INEM e transportado para o Hospital de S. Marcos, em Braga, de onde teria alta cerca de três horas depois.
O acidente deu-se pelas 22:00, quando a viatura, que seguia no sentido Darque-Viana do Castelo, se despistou num dos dois cotovelos da ponte, presumivelmente devido a excesso de velocidade.
O automóvel galgou o passeio, com cerca de 20 centímetros, e embateu violentamente contra a grade de protecção da ponte, destruindo-a e caindo numa rotunda que fica mais de 10 metros abaixo do tabuleiro rodoviário.
Se o acidente se tivesse registado uns metros antes, o automóvel teria caído no rio Lima.
O condutor, de naturalidade portuguesa, conduzia uma viatura de matrícula francesa.
O tabuleiro da ponte Eiffel de Viana do Castelo reabriu a 30 de Outubro de 2007, após ter estado fechado, desde Fevereiro de 2006, para obras de recuperação e alargamento.
A largura do tabuleiro passou de 6,88 metros para oito metros.
Após a reabertura, a velocidade na ponte está limitada a 30 quilómetros por hora, mas, como salientou a fonte da PSP, "quase ninguém respeita" essa velocidade, o que "pode provocar muitos acidentes".
"Esta ponte tem dois perigosos cotovelos, e quem entrar num desses cotovelos a 40 ou 50 quilómetros por hora vê-se muito atrapalhado para segurar a viatura, uma situação que se agrava em dias de chuva, como hoje", frisou a fonte policial.
A Refer, que já se mostrou preocupada com o desrespeito pelos limites de velocidade, admitiu que poderá avançar com a introdução de medidas dissuasoras, nomeadamente a instalação de radares, para convencer os condutores a "tirarem o pé do acelerador".
VCP.