Congresso elege este fim-de-semana novo líder da `jota laranja`
Seiscentos delegados da JSD reúnem-se, a partir de hoje e até domingo, no XIX Congresso da `Jota` laranja, disputado pelo vice-presidente nacional Pedro Rodrigues e pelo líder da distrital de Lisboa, Bruno Ventura.
O início dos trabalhos, que irão decorrer na Nave Polivalente de Espinho, está marcado para as 19:30 e contará com uma intervenção do secretário-geral do PSD, Miguel Macedo.
Ao longo da noite serão ainda apresentadas e discutidas as moções sectoriais dos delegados ao Congresso.
No sábado, serão apresentadas e discutidas as moções globais, nomeadamente a dos dois candidatos à sucessão do actual líder da JSD, Daniel Fangueiro.
A votação das moções irá decorrer durante a manhã de domingo.
Para domingo à tarde, cerca das 15:00, está marcada a sessão de encerramento, que contará com a presença do presidente do PSD, Luís Marques Mendes.
Um dos candidatos à liderança da JSD é Pedro Rodrigues, que faz actualmente parte da direcção da estrutura, que considera ser "a maior juventude partidária" portuguesa.
Reconquistar "o espaço político dentro do partido" e projectar a JSD "para fora" são alguns dos objectivos defendidos por Pedro Rodrigues, que leva ao congresso a moção "Agarrar o Futuro".
Pedro Rodrigues quer também definir "bandeiras e causas" pelas quais a JSD se deve bater, elegendo, entre outras questões, o desemprego, a habitação e o ensino superior.
"É tempo de encontrar alternativas para o nosso País. É tempo de agarrar o futuro. Com ousadia, determinação e convicção. Este Congresso deve, assim, abrir um novo ciclo, um ciclo em que a nossa prioridade seja Portugal.
Iniciaremos neste Congresso a construção de uma política alternativa para Portugal", defende Pedro Rodrigues na moção que leva ao congresso.
O adversário de Pedro Rodrigues será o actual líder da JSD/Lisboa, Bruno Ventura, que promete fazer da `Jota` uma estrutura "independente e autónoma do PSD nos actos".
Na moção que leva ao Congresso, intitulada "Juventude Afirmativa", Bruno Ventura define a sua "agenda de causas", colocando o primeiro emprego, a habitação e a educação no topo das prioridades, porque estes são alguns dos principais "desafios" e "problemas" com que os jovens se vêem confrontados.
"É uma candidatura de ruptura com a actual direcção da JSD", assume Bruno Ventura, que abandonou o cargo de vice-presidente da `Jota` há cerca de um ano, em "divergência" com o actual líder da estrutura, Daniel Fangueiro, que não se recandidata ao lugar.