País
Conselho Europeu. Montenegro apoia compras conjuntas de gás e reforço da refinação europeia
O primeiro-ministro diz que o problema do preço dos combustíveis não está nos mercados de compra de petróleo, mas na formação de preços dos próprios combustíveis. No final do Conselho Europeu, Luís Montenegro afirmou que Bruxelas está a estudar uma forma conjunta de encarar o aumento do preço do gás.
O primeiro-ministro disse apoiar medidas ao nível da União Europeia para fazer face à atual crise energética, como compras conjuntas de gás e reforço da capacidade de refinação europeia, visando baixar preços e evitar crises de abastecimento.
Depois de, na quinta-feira ter considerado que compras conjuntas de petróleo não seriam “uma solução” para baixar o preço dos combustíveis, Luís Montenegro considerou esta sexta-feira, que “questão diferente é a questão do gás e aí efetivamente a Comissão está a estudar formas de poder salvaguardar aquilo que são também aumentos significativos do preço, que têm a ver com a instabilidade internacional”.
Em declarações à imprensa portuguesa após uma reunião de dois dias do Conselho Europeu, dedicada em parte à crise energética causada pelas tensões no Médio Oriente, o chefe de Governo salientou que “uma outra matéria que é hoje crucial para que não haja nenhuma crise de abastecimento e para que se possa ter um controlo do preço final aos consumidores é a capacidade de refinação, que neste momento é um desafio para todas as economias”.
Estas são duas medidas em cima da mesa na estratégia do executivo comunitário para atenuar os elevados preços energéticos na União Europeia (UE), que abrangem então compras conjuntas de gás e outros produtos, otimização das refinarias europeias, alargamento do âmbito das ajudas estatais e, ainda, “redução de obrigações que podem onerar o preço da energia”, como relacionadas com o metano.
“Foi também muito consensual a abordagem no sentido de evidenciar a necessidade de atuar em três níveis, o nível diplomático, colaborando também a Europa e a UE para a obtenção de condições que possam pôr fim ao conflito no Médio Oriente; uma atuação a nível económico, de coordenação das políticas e das respostas ao nível de toda a União Europeia; e uma abordagem estratégica para que a Europa não perca o seu rumo no que diz respeito à transição energética e ambiental”, adiantou.
Segundo o primeiro-ministro, este último ponto “tem a ver com o futuro, tem a ver com a preservação da soberania, tem a ver com a capacidade de ser autónomos e de se poder delinear estratégias com vista ao futuro”.
“Temos vindo a evidenciar que esta não é uma altura para hesitações e nós, em Portugal, podemos também expor o nosso exemplo no que diz respeito a sermos hoje um país e uma economia que não depende tanto de combustíveis fósseis, depende cada vez mais de fontes de energia renovável, mas para sermos eficientes em toda a UE é preciso sermos consequentes com todos os elementos da estratégia”, frisou.
Depois de, na quinta-feira ter considerado que compras conjuntas de petróleo não seriam “uma solução” para baixar o preço dos combustíveis, Luís Montenegro considerou esta sexta-feira, que “questão diferente é a questão do gás e aí efetivamente a Comissão está a estudar formas de poder salvaguardar aquilo que são também aumentos significativos do preço, que têm a ver com a instabilidade internacional”.
Em declarações à imprensa portuguesa após uma reunião de dois dias do Conselho Europeu, dedicada em parte à crise energética causada pelas tensões no Médio Oriente, o chefe de Governo salientou que “uma outra matéria que é hoje crucial para que não haja nenhuma crise de abastecimento e para que se possa ter um controlo do preço final aos consumidores é a capacidade de refinação, que neste momento é um desafio para todas as economias”.
Estas são duas medidas em cima da mesa na estratégia do executivo comunitário para atenuar os elevados preços energéticos na União Europeia (UE), que abrangem então compras conjuntas de gás e outros produtos, otimização das refinarias europeias, alargamento do âmbito das ajudas estatais e, ainda, “redução de obrigações que podem onerar o preço da energia”, como relacionadas com o metano.
“Foi também muito consensual a abordagem no sentido de evidenciar a necessidade de atuar em três níveis, o nível diplomático, colaborando também a Europa e a UE para a obtenção de condições que possam pôr fim ao conflito no Médio Oriente; uma atuação a nível económico, de coordenação das políticas e das respostas ao nível de toda a União Europeia; e uma abordagem estratégica para que a Europa não perca o seu rumo no que diz respeito à transição energética e ambiental”, adiantou.
Segundo o primeiro-ministro, este último ponto “tem a ver com o futuro, tem a ver com a preservação da soberania, tem a ver com a capacidade de ser autónomos e de se poder delinear estratégias com vista ao futuro”.
“Temos vindo a evidenciar que esta não é uma altura para hesitações e nós, em Portugal, podemos também expor o nosso exemplo no que diz respeito a sermos hoje um país e uma economia que não depende tanto de combustíveis fósseis, depende cada vez mais de fontes de energia renovável, mas para sermos eficientes em toda a UE é preciso sermos consequentes com todos os elementos da estratégia”, frisou.
Numa altura em que Portugal regista um baixo nível de interconexão energética com a Península Ibérica e, por conseguinte, com o resto da UE, Luís Montenegro apontou: Nós estamos há demasiados anos à espera das interligações que permitem precisamente partilhar as vantagens das fontes renováveis e hoje também do preço que pagamos, nomeadamente pela eletricidade, que é um dos mais baixos da Europa”.
PM nega ter acusado manifestantes do Porto de egoísmo
Na mesma conferência de imprensa, e em resposta aos jornalistas, o primeiro-ministro disse que nunca chamou "egoístas" aos manifestantes que ocuparam a Praça Dom João I, no Porto.
Luís Montenegro esclarece que se estava a referir a partidos, movimentos associativos e organizações.
“Eu dirigi-me a partidos políticos, a movimentos associativos e organizações no desenvolvimento da sua ação, dessas organizações. Para que fique muito claro, para que se não confunda a opinião pública”, afirmou.
Esta quinta-feira de manhã, Luís Montenegro tinha dito que esperava que “os partidos políticos, movimentos associativos, organizações portuguesas, não caiam na tentação, por razões meramente egoísticas da sua própria ação, de importarem para Portugal climas de instabilidade, de contestação, que não tenham de facto respaldo na sociedade portuguesa”.
“E a manifestação que está a falar é elucidativa sobre isso”, tinha acrescentado na altura.
Hoje, perante os jornalistas, Montenegro disse ainda ter visto um filme, que considerou preocupante, “de uma das passagens das intervenções feitas nessas manifestações”, onde “se faz um apelo direto à violência, à importação de conflitualidade (…) que tem ocorrido noutros países”.
“Onde até se ameaça diretamente a casa de habitação do primeiro-ministro e da sua família”, afirmou.
No entanto, o primeiro-ministro afirmou ter “toda a compreensão que as pessoas queiram respostas” na habitação e que “possam expressar a sua indignação sobre aquilo que, no entender delas, possam ser omissões das políticas ou um alinhamento menos condizente com essas ideias”.
“Nós temos todo o respeito pela expressão de indignação, de preocupação, de opinião política sobre todos assuntos, e naturalmente sobre o assunto da habitação, que não é um assunto novo no nosso debate político, nem é um desafio novo no nosso país”, referiu.
Na mesma conferência de imprensa, e em resposta aos jornalistas, o primeiro-ministro disse que nunca chamou "egoístas" aos manifestantes que ocuparam a Praça Dom João I, no Porto.
Luís Montenegro esclarece que se estava a referir a partidos, movimentos associativos e organizações.
“Eu dirigi-me a partidos políticos, a movimentos associativos e organizações no desenvolvimento da sua ação, dessas organizações. Para que fique muito claro, para que se não confunda a opinião pública”, afirmou.
Esta quinta-feira de manhã, Luís Montenegro tinha dito que esperava que “os partidos políticos, movimentos associativos, organizações portuguesas, não caiam na tentação, por razões meramente egoísticas da sua própria ação, de importarem para Portugal climas de instabilidade, de contestação, que não tenham de facto respaldo na sociedade portuguesa”.
“E a manifestação que está a falar é elucidativa sobre isso”, tinha acrescentado na altura.
Hoje, perante os jornalistas, Montenegro disse ainda ter visto um filme, que considerou preocupante, “de uma das passagens das intervenções feitas nessas manifestações”, onde “se faz um apelo direto à violência, à importação de conflitualidade (…) que tem ocorrido noutros países”.
“Onde até se ameaça diretamente a casa de habitação do primeiro-ministro e da sua família”, afirmou.
No entanto, o primeiro-ministro afirmou ter “toda a compreensão que as pessoas queiram respostas” na habitação e que “possam expressar a sua indignação sobre aquilo que, no entender delas, possam ser omissões das políticas ou um alinhamento menos condizente com essas ideias”.
“Nós temos todo o respeito pela expressão de indignação, de preocupação, de opinião política sobre todos assuntos, e naturalmente sobre o assunto da habitação, que não é um assunto novo no nosso debate político, nem é um desafio novo no nosso país”, referiu.
Luís Montenegro disse ainda que viu "imagens preocupantes" dos protestos no Porto e denuncia que a própria casa foi alvo de ameaças.