Conselho Geral da Universidade da Beira Interior (UBI) admite quatro candidaturas a reitor
Covilhã, 08 Mar (Lusa) - O Conselho Geral da Universidade da Beira Interior (UBI) admitiu sábado a concurso as quatro candidaturas a reitor da instituição, cuja eleição por voto secreto "deverá decorrer na primeira metade de Abril", disse Carlos Salema, presidente do órgão.
Os candidatos pertencem todos à instituição: Jorge Barata, professor catedrático do Departamento Aeroespacial, António Fidalgo, presidente da Faculdade de Artes e Letras, João Queiroz, presidente da Faculdade de Ciências da Saúde, e Manuel Santos Silva, reitor da UBI há 13 anos.
Na próxima quarta-feira deverá ser publicado o edital com os locais, data e ordem de audição pública dos quatro candidatos.
"Cada candidato será ouvido durante duas horas e meia, sendo as sessões distribuídas por dois dias. As audições são abertas ao público, mas só os membros do Conselho Geral podem colocar questões", explicou Carlos Salema.
O programa completo dos candidatos, bem como as audições, serão disponibilizadas pela Universidade através da Internet, acrescentou.
Depois, os 29 membros do Conselho Geral deverão reunir-se "algures na primeira quinzena de Abril, depende da data das audiências, para eleger o novo reitor por voto secreto".
Carlos Salema propõe que a eleição seja feita em rondas sucessivas, sendo sempre eliminado o candidato com menos votos, até que restem apenas dois a votação. "Desses, o mais votado será reitor", referiu.
"Assim damos sempre a todos os membros do Conselho Geral a possibilidade de escolher aquele de que gostam mais, dentro dos que estão em jogo", explicou, considerando que desta forma será "uma eleição pela positiva".
A nova forma de eleição do reitor resulta da aplicação do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) e a UBI será a terceira universidade a levá-la à prática, depois de Lisboa e Madeira.
Carlos Salema encara o processo como uma evolução positiva no ensino superior português. "É muito melhor do que a versão anterior, com um senado enorme e com os votos distribuídos de maneira que não reflectia correctamente os interesses dos vários corpos da universidade".
"Na escolha do reitor entram membros externos, o que permite uma abertura da Universidade à sociedade. Permite ter em linha de conta outros interesses, locais e regionais", destacou.
Caso contrário, "arriscávamos ter uma universidade fechada sobre si própria, o que não era bom. Por exemplo, há industriais da Covilhã que estão aqui e seguramente vão tomar decisões com base no conhecimento da realidade local", referiu.
LFO.