Construção de uma unidade de cuidados neonatais, em Vila Real, começa em 2008 - ministério
Vila Real, 04 Dez (Lusa) - A construção da unidade de cuidados neonatais do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), em Vila Real, vai ter início em 2008, anunciou hoje fonte do Ministério da Saúde.
Em resposta a um requerimento apresentado na Assembleia da República pelo deputado social-democrata Ricardo Martins sobre a área da saúde no distrito de Vila Real, o Ministério da Saúde respondeu que já foi apresentado o programa funcional daquela unidade de cuidados neonatais, encontrando-se dois médicos em formação.
O ministério diz ainda que "não há aumento significativo de partos [no centro hospitalar] e que, pelo contrário, a tendência é para é para descer".
"Estima-se em cerca de 1700 partos no corrente ano, sendo actualmente disponibilizada às parturientes mais de 90 por cento de analgia epidural, prevendo-se até final do ano dar cobertura a 100 por cento", acrescentou a fonte do ministério.
No entanto, Ricardo Martins considera "curioso" que o Relatório de Avaliação do Encerramento dos Blocos de Partos refira um "aumento do número de partos" naquele centro hospitalar.
O mesmo relatório fala, segundo o deputado, de uma modernização do bloco de partos e da aquisição de equipamento, "criando excelentes condições físicas e técnicas, com capacidade suficiente para dar resposta ao aumento da procura".
Por causa desta discrepância de dados, Ricardo Martins anunciou que vai apresentar um novo requerimento a perguntar ao Governo sobre o número de partos realizados neste Centro Hospitalar, desde Janeiro até à presente data, e a evolução do número de partos nos últimos cinco anos.
Na resposta ao deputado, o Ministério da Saúde considera ainda ser necessário "algum tempo para poder desenvolver as áreas que estão carentes na unidade hospitalar de Vila Real", ao nível dos serviços de urgência.
Acrescenta que o actual conselho de administração do centro hospitalar criou os serviços de maxilo-facial, cirurgia plástica e reconstrutiva, estando a ser instalados os equipamentos de cardiologia de intervenção.
No entanto, Ricardo Martins sustenta que o Governo reconhece que o "serviço de urgência do centro hospitalar não configura um verdadeiro serviço de urgência polivalente porque lhe falta criar/dinamizar um conjunto significativo de valências".
Para o deputado social-democrata, outro exemplo do "pouco empenho" na melhoria do serviço de urgência do centro hospitalar - que resulta da resposta ministerial - é "a garantia de que este hospital ficará, em definitivo, sem cobertura do serviço de oftalmologia à noite e aos fins-de-semana".
De acordo com o ministério, aquela unidade hospitalar "nunca teve apoio de oftalmologia aos fins-de-semana ou feriados, embora com esforço o hospital o tenha mantido, sempre que possível, até às 24:00, nos dias úteis".
"Isto é inaceitável. A ser verdade que há falta de médicos especialistas em oftalmologia e que é necessário rentabilizar os existentes, então crie-se um sistema rotativo quinzenal entre hospitais", defende o deputado.
O ministério referiu ainda que está a ser elaborado o projecto de ampliação da urgência e a criação de um novo serviço de cuidados intensivos polivalentes, cuidados intermédios e um novo serviço de cuidados intensivos de cardiologia, com sala de pacemaker, prevendo-se o início das obras no decorrer de 2008.
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