Cônsul da Nigéria aguarda decisão do Tribunal do Rio de Janeiro

O cônsul honorário da Nigéria em Portugal está detido na sede da Polícia Federal do Rio de Janeiro à espera que o tribunal decida em que prisão irá cumprir a pena a que foi condenado, disse fonte policial.

Agência LUSA /

Adérito de Almeida Pinto foi transferido para o Rio de Janeiro sábado, depois de ser detido na passada quarta-feira quando desembarcou em Recife, capital do Estado de Pernambuco, proveniente de Lisboa, no âmbito de um processo de tráfico de droga.

No momento da identificação no sector de imigração, um agente da Polícia Federal encontrou o registo contra o cônsul honorário no sistema informático do aeroporto de Recife.

Adérito Pinto foi detido e levado para interrogatório pelos agentes da Polícia Federal, mas alegou desconhecer "completamente" a sua condenação pelo Tribunal do Rio de Janeiro a uma pena de seis anos e oito meses de prisão.

Em Junho de 1990, o cônsul honorário foi detido com drogas (entorpecentes) quando trabalhava como comissário da empresa aérea Varig, segundo o processo judicial nº 90021904-3, da 3ª Vara da Justiça Federal do Rio de Janeiro.

A condenação do cônsul honorário foi anunciada em Janeiro de 1998 e um mandado de prisão internacional foi enviado para a Interpol pelo Tribunal do Rio de Janeiro em Maio de 2003.

Desde então, Adérito de Almeida Pinto era considerado foragido pela Justiça brasileira, indicou uma fonte da Polícia Federal brasileira.

No depoimento aos agentes da Polícia Federal em Recife, o cônsul disse ainda que foi ao Brasil visitar parentes e também comprar 480 mil toneladas de açúcar e 150 mil toneladas de cimento, que seriam exportadas posteriormente para Angola.

A fonte da Polícia Federal avançou ainda que o cônsul deverá cumprir toda a pena de prisão no Brasil, "local onde foi cometido o crime".

Posteriormente, a Polícia Federal iniciará um inquérito policial para a expulsão do cônsul honorário do Brasil.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), Carneiro Jacinto, disse que o acompanhamento da situação deverá ser feito pela Nigéria e Portugal prestará apoio consular, caso seja solicitado pelo português.

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