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Corpo do soldado morto no Afeganistão chegou a Ovar

Corpo do soldado morto no Afeganistão chegou a Ovar

O corpo do operacional português que morreu em território afegão chegou ao fim da tarde de segunda-feira à Base Aérea de Cortegaça, em Ovar. O funeral do militar realiza-se terça-feira em Gaia.

RTP /
Cerminónia da chegada à Base de Ovar do corpo do pára-quedista português Nuno Alegria, Lusa

O avião da Força Aérea Portuguesa destacado para Cabul com a missão de recolher o corpo de Sérgio Miguel Vidal Oliveira Pedrosa tocou a pista da Base Aérea de Cortegaça pelas 17h00.

O ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, e o Chefe do Estado-Maior do Exército, general Pinto Ramalho, presidiram, no local, a uma cerimónia militar. Os familiares do soldado, natural de Crestuma, Vila Nova de Gaia, também estiveram presentes.

O militar, operacional pára-quedista, foi vítima de um acidente de viação ocorrido na madrugada de sábado (noite de sexta-feira em Lisboa), no decurso de uma patrulha nocturna nos arredores da capital afegã. Sérgio Pedrosa seguia na vigia de um blindado Humvee que se despistou e capotou.

Este foi o quarto incidente com tropas portuguesas ao serviço da Aliança Atlântica em território afegão. A 18 de Novembro de 2005, a explosão de um engenho explosivo à passagem de uma viatura militar portuguesa nos arredores de Cabul causou a morte de um soldado e deixou outro efectivo gravemente ferido.

Já em 25 de Maio deste ano, um soldado português sofreu ferimentos ligeiros durante uma emboscada perto de Kandahar, no Sul do Afeganistão. Um mês depois, outros dois militares ficariam feridos na mesma região, considerada um bastião da guerrilha taliban.

O operacional pára-quedista que morreu na madrugada de sábado integrava o contingente de 162 militares portugueses sob comando da força internacional da NATO no Afeganistão.

No final de Outubro, o ministro da Defesa anunciou uma redução substancial da presença militar portuguesa no Afeganistão. A partir de Agosto de 2008, a participação lusa passará de 162 soldados para uma equipa de 15 efectivos, dedicados a tarefas de formação das forças regulares afegãs, e um avião C-130. Uma perspectiva que merece a reprovação da diplomacia norte-americana, com o embaixador dos Estados Unidos em Lisboa a acusar as lideranças políticas da Europa de excessiva atenção às sondagens.

"Fiquei profundamente preocupado quando soube dos planos de Portugal para reduzir os seus esforços em prol da jovem democracia afegã. Mas não posso dizer que fiquei completamente surpreendido, uma vez que os líderes europeus parecem mais intimidados pelas sondagens do que determinados a convencer as suas opiniões públicas da importância da luta no Afeganistão", afirmou Alfred Hoffman, citado pela Agência Lusa, durante um discurso num almoço da Associação de Amizade Portugal-EUA.
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