Corpos resgatados rio Lena identificados como imigrantes moldavos

Os dois corpos resgatados hoje no rio Lena, Porto de Mós, após terem sido arrastados por uma ribeira que transbordou, foram identificados como imigrantes moldavos, revelou o presidente da Câmara local, que tenta contactar a família.

Agência LUSA /

Os imigrantes, de 49 e 13, pai e filho, desapareceram por volta das 16:00, tendo sido resgatados cerca de três horas mais tarde, a mil metros do local onde tinham sido vistos pela última vez, pelos bombeiros de Porto de Mós.

Com base em relatos de testemunhas oculares, as autoridades suspeitavam que o pai tentava segurar o filho que caiu primeiro à água, tendo sido depois levados os dois pela corrente muito forte que se fazia sentir.

"às 14:00 o rio estava seco e às 16:00 transbordou", disse o presidente da câmara, João Salgueiro, que lamentou a morte dos dois imigrantes.

O autarca prometeu ainda apoio de técnicos da autarquia à família das vítimas.

As duas vítimas viviam no bairro de São Miguel e o jovem estudava no sexto ano da Escola Dr. Manuel de Oliveira Perpétua, antigo Colégio D. Fuas Roupinho.

João Salgueiro revelou ainda que o concelho sofreu "grandes juízos em estradas que ficaram intransitáveis por causa da chuva" que danificou pavimentos e provocou vários aluimentos de terras.

Além dos danos nas estradas, a autarquia registou "grandes prejuízos em prédios de habitação" nomeadamente em caves que ficaram cheias de água, causando danos irreparáveis em muitos veículos.

Porto de Mós é uma vila muito sensível a grandes enxurradas porque assenta num vale para onde confluem as águas pelo que João Salgueiro considera ter sido "impossível minimizar os impactos" desta chuva.

"Em situações como esta não há programação que antecipe problemas deste tipo", considerou.


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