"Correio" de cocaína português já está detido no Peru desde 01 de Fevereiro
Lisboa, 19 Mar (Lusa) - Um cidadão português surpreendido pela polícia peruana por transportar cinco quilos de cocaína, encontra-se detido desde 01 de Fevereiro, disse hoje à Lusa fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
A primeira referência à detenção do cidadão português, identificado como sendo Bruno Lopes, de 21 anos, foi feita no passado dia 16 pela agência espanhola EFE, revelando que a detenção teria sido feita nessa data.
Segundo fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades, Bruno Lopes tem 22 anos e foi detido a 01 de Fevereiro quando tentava sair do Peru. Antes de embarcar num avião para Madrid, o português foi detido, com cinco quilos de cocaína, por agentes da unidade de polícia anti-narcóticos (DIRANDRO) na zona de controlos alfandegários do aeroporto de Lima e encontra-se preso desde então.
A emissora portuguesa Rádio Clube Português noticiou hoje que Bruno Lopes se queixou de ainda não ter sido contactado pela Embaixada de Portugal em Lima e que atribuiu a "dificuldades económicas" o ter aceite a proposta para ser "correio" de droga.
Pelo transporte da cocaína, Bruno Lopes disse ter-lhe sido prometida a quantia de 15 mil euros.
Contactada pela Lusa, a fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse que Bruno Lopes solicitou, aquando da detenção, que a Embaixada de Portugal em Lima fosse contactada, para que a sua família fosse informada do sucedido.
"O cidadão português foi detido no dia 01 de Fevereiro e pediu à embaixada que a sua família fosse informada. O pai do Bruno Lopes ainda ontem (terça-feira) esteve na Embaixada, acompanhado do advogado peruano para analisarem o processo", acrescentou a mesma fonte.
O processo encontra-se ainda na fase de instrução, mas segundo as declarações que fez hoje ao Rádio Clube Português, Bruno Lopes reconhece que arrisca uma pena de seis anos e oito meses.
Bruno Lopes acrescentou que tem conhecimento da detenção de mais 17 cidadãos portugueses no estabelecimento prisional em que se encontra preso preventivamente.
EL.
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