"Corrupção é generalizada na Administração Pública e na política", aponta associação Transparência e Integridade

O vice-presidente da associação Transparência e Integridade considera que “a corrupção é generalizada na Administração Pública e na política” em Portugal. Paulo Morais alerta que Portugal tem agravado a sua situação em termos de transparência. O país manteve este ano o 33º lugar no Índice de Perceção da Corrupção da organização Transparência Internacional, embora tenha perdido pontuação relativamente a 2012.

Sandra Henriques /

Foto: Marcelo del Pozo/Reuters

Em declarações ao jornalista da Antena1 Nuno Rodrigues, Paulo Morais destaca que a situação piorou em comparação com o ano passado, acentuando a tendência negativa registada na última década.

“O que é dramático é que tem piorado, não só este ano, como no ano passado, como, aliás, na última década. Portugal a par da Espanha são os países no mundo que mais têm agravado a sua situação em termos de transparência”, refere.

O dirigente recorda alguns escândalos de corrupção em Portugal  - a Expo98 é um dos exemplos dados - para sublinhar que há uma “impunidade absoluta da corrupção em Portugal e que há um favorecimento da atividade política ao fenómeno da corrupção, porque os atores que se envolvem são na maioria dos casos agentes políticos”.

De acordo com o Índice de Perceção da Corrupção, Portugal está ao nível de Porto Rico e São Vicente e Granadinas. No ‘ranking’, Portugal surge com 62 pontos (63 no ano passado), numa escala de zero a 100, que vai de muito corrupto (zero) a livre de corrupção (cem).


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