Cortejo das festas académicas do "Enterro da Gata" com 10 mil alunos

O cortejo do Enterro da Gata, que percorre quarta-feira a cidade de Braga, envolve 56 carros e 10 mil alunos entre os quais três mil finalistas das Universidades do Minho e Católica, disse à Lusa fonte da Associação Académica da Universidade do Minho.

Agência LUSA /

Ester Ferreira adiantou que durante o Cortejo, que deverá ser aberto pela urna da Gata, "é distribuído o seu Testamento, um folheto satírico contendo os últimos desejos e críticas impiedosas da "bichana", ditadas antes de morrer por amor à Academia".

O testamento não poupa reitores e professores da instituição - com pólos em Braga e Guimarães - e também não lhe escapam personalidades nacionais e locais, civis e religiosas.

O Cortejo sai a meio da tarde da Variante da cidade e percorre o centro até à Arcada.

A presente edição do Enterro da Gata decorre sob o tema das Sete Maravilhas, mas a que mais preocupa os universitários minhotos é a "oitava maravilha", a da construção da nova sede, sucessivamente prometida e adiada pelos vários governos.

Ester Ferreira adiantou que o Cortejo integra, além dos carros dos cursos das Universidades do Minho e Católica, os do Instituto Politécnico de Barcelos e da Escola Superior de Educação de Fafe.

As Monumentais Festas Académicas do Enterro da Gata começaram sábado e prosseguem até sexta-feira, tendo como ponto de concentração, o Gatódromo, junto ao campus de Gualtar, onde se realizam os concertos musicais.

O "Enterro da Gata" é uma tradição estudantil da cidade, que remonta a 1889, quando os estudantes do então Colégio de São Paulo saíram à rua, em cortejo fúnebre, para enterrarem o ano lectivo simbolizado por uma gata.

De então para cá decorreu de forma intermitente até à extinção daquele Colégio e foi adoptado pelo Liceu Nacional de Sá de Miranda, absorvendo as tradições coimbrãs da Queima das Fitas.

Extinto em 1972, o enterro foi recuperado em 1989, exactamente um século depois, pela Associação Académica.

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