Covid-19. Ativado o Plano de Emergência e Proteção Civil

por RTP
A ANEPC anunciou a ativação do alerta laranja nos distritos do Porto, Lisboa e Aveiro. Foto: Rafael Marchante - Reuters

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) anunciou esta quarta-feira a ativação do Plano de Emergência e Proteção Civil para garantir o "enquadramento de todas as medidas" que já estavam a ser tomadas e para que haja uma "maior liberdade em termos da alocação de serviços financeiros, logísticos e humanos".

“Ontem foi decidido ativar o Plano Nacional de Emergência e de Proteção Civil”, que permite “garantir o enquadramento de todas as medidas avulsas que nós já estávamos a tomar anteriormente”, anunciou Duarte Costa, comandante operacional da ANEPC.

A Proteção Civil explicou que este plano “abre a hipótese de, faseadamente”, serem integradas outras medidas, nomeadamente o “levantamento de grupos quer para a emergência pré-hospitalar, quer grupos para o combate a incêndios”, ou seja, “grupos que contribuam para a continuidade da prestação do socorro em Portugal”.

“Este plano determina maior liberdade em termos da alocação quer de serviços financeiros quer de recursos logísticos e, sobretudo, recursos humanos, para nós podermos a qualquer momento constituir pools de reserva que possam ser remetidas para diversas regiões do país conforme o estado especial de alerta e as tabelas de risco”, explicou.

Poderão, assim, ser criados “grupos de resposta imediata, apoiados naquilo que é a espinha dorsal do sistema de Proteção Civil, que é o incontornável papel dos nossos bombeiros voluntários, que com estes grupos poderão acudir a qualquer hora a um conjunto de situações”, afirmou Duarte Costa em conferência de imprensa.
Alertas amarelo e laranja
A ANEPC anunciou ainda a ativação do alerta laranja nos distritos do Porto, Lisboa e Aveiro, onde existe atualmente maior número de casos de infeção pelo novo coronavírus. No resto do país está ativado o alerta amarelo.

Foram ainda ativadas as reuniões das comissões distritais da Proteção Civil, que ponderam a necessidade de ativação dos planos distritais de emergência. Neste momento existem dez desses planos ativos: em Aveiro, Bragança, Coimbra, Faro, Guarda, Leiria, Porto, Santarém, Vila Real e Viseu.

Este número pode “modificar a qualquer momento”, dado que as comissões distritais da Proteção Civil vão avaliar “constantemente” a necessidade de ativar estes planos de emergência.
"Fiquem definitivamente em casa"
De acordo com a Proteção Civil, “os centros de coordenação operacional nacional e os centros de coordenação distrital passaram a trabalhar numa base de 24 sobre 24” horas, reunindo-se todos os dias para resolverem questões operacionais.

“Têm funcionado os planos de contingência de todas as entidades” e têm sido criadas “reservas estratégicas de recursos logísticos e humanos” para que “o sistema como um todo não pare”, explicou Duarte Costa.

Foi também criada uma subcomissão “que funciona há 11 dias ininterruptamente, subcomissão essa onde estão representados todos os Ministérios que participam diretamente nas atividades não só do tecido humano como do tecido social para promover a continuidade e a normalidade da situação no país”, elucidou o comandante operacional.

Duarte Costa aproveitou para realçar a “normalidade com que a população portuguesa tem vivido esta situação” e “o grande civismo demonstrado relativamente àquilo que têm sido as normas de regulamento e de confinamento”, mas ainda assim lançou um apelo.

“Fiquem definitivamente em casa, porque cada pessoa que ficar em casa irá interromper a cadeia de transmissão” e ajudará a reduzir o número de pessoas infetadas e o número de mortes, declarou.

A Proteção Civil tem estado a trabalhar com a Direção-Geral da Saúde, sob a tutela do Ministério da Administração Interna e do Ministério da Saúde de modo a “articular um conjunto de atividades e produzir um conjunto de coordenações” que tem como objetivo “salvaguardar ao máximo a segurança” dos cidadãos.
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