Covid-19. O que muda a partir de 1 de agosto

por Mariana Ribeiro Soares - RTP
Pedro Nunes - Reuters

O Governo anunciou na quinta-feira um guia faseado para o regresso à normalidade que tem início já no próximo domingo, 1 de agosto. Nessa altura, deixa de existir recolher obrigatório às 23h e os bares poderão reabrir com as regras dos restaurantes. A terceira e última fase no plano do Governo está agendada para outubro, altura em que se dá um passo para o desconfinamento total.

António Costa deu a conhecer na quinta-feira, à saída da reunião de Conselho de Ministros, o novo calendário que irá ditar o regresso à normalidade em Portugal. O guia assenta em três fases que se baseiam na percentagem de população com a vacinação completa.

Assim, a primeira data a assinalar no calendário é 1 de agosto, altura em que o Governo estima ter 57 por cento da população com a vacinação completa.

A partir do próximo domingo deixa de haver medidas diferenciadas por concelhos e passam a vigorar regras iguais em todo o território continental.
António Costa defendeu que chegou a altura “de podermos passar a conduzir a pandemia em função da taxa de vacinação”.

Desta forma, a partir de 1 de agosto, deixa de existir recolher obrigatório às 23h nos concelhos de risco mais elevado.


O comércio, restauração e espetáculos culturais deixam também de ter restrições horárias e terão horários normais, passando a ter autorização para estarem abertos até às 2h00 da madrugada.
 

Nos restaurantes, o número máximo de pessoas por grupo passa a ser seis no interior e dez nas esplanadas e continua a ser obrigatória a apresentação de certificados de vacinação ou testes negativos à sexta-feira à noite, ao fim de semana e aos feriados.

Os bares também reabrem no próximo domingo, sujeitos às regras aplicadas aos restaurantes. Os clientes dos bares terão, por exemplo, de se manter sentados e terão de ser respeitados limites no número de pessoas por mesa. As discotecas permanecem encerradas e as romarias e festas populares continuam proibidas.

No próximo domingo volta também a ser permitido público nos eventos desportivos
, com regras ainda a definir pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Os equipamentos de diversão, como carrosséis e jogos itinerantes, podem também começar a trabalhar a partir de domingo em todos os concelhos do país, anunciou António Costa, desde que cumpram as regras da DGS e em local autorizado pelo município.

Relativamente aos casamentos, batizados e similares, estes mantêm a lotação máxima de 50 por cento e continua a ser necessária a apresentação do certificado digital ou de um teste negativo sempre que estes eventos juntem mais de dez pessoas.

A regra da apresentação do certificado digital ou de um teste negativo, para além do interior dos restaurantes ao fim-de-semana, estabelecimentos turísticos e alojamento local e casamentos, passa também a vigorar em viagens por via aérea ou marítima, interior de casinos, bingos ou similares, termas e spas, aulas de grupo em ginásios e eventos culturais, desportivos ou corporativos com mais de 1.000 pessoas (em ambiente aberto) ou 500 pessoas (em ambiente fechado).

O teletrabalho passa de obrigatório a recomendado.

5 de setembro
A próxima data a assinalar no calendário do levantamento progressivo das restrições é 5 de setembro, altura em que se espera que 70 por cento da população tenha completado o esquema vacinal.

A partir desta data, deixa de ser obrigatório o uso de máscara em espaços públicos e ao ar livre, exceto em situações de ajuntamento. Em espaços interiores, a máscara continua a ser obrigatória.

Os restaurantes, cafés e pastelarias passam a ter limite de oito pessoas por grupo no interior e de 15 por grupo em esplanadas.

Acaba ainda a limitação da lotação nos transportes públicos e os serviços públicos poderão funcionar sem marcação prévia.

A lotação de casamentos e batizados poderá subir aos 75 por cento, a mesma lotação para espetáculos e eventos culturais.
Outubro: a terceira e última fase
A terceira e última fase do plano do Governo está agendada para outubro, altura em que se espera ter 85 por cento da população portuguesa com a vacinação completa. Neste mês será dado um passo para o desconfinamento total.

Deixa de haver limites no número de pessoas por grupo em restaurantes, cafés e pastelarias, tanto no interior como nas esplanadas. Acabam também os limites de lotação em todos os estabelecimentos e equipamentos, nos eventos culturais e nos casamentos e batizados.

Os bares deixam de estar sujeitos às regras da restauração e passam a funcionar com a atividade habitual, mas os clientes continuam a ter de apresentar certificados digitais de vacinação ou de recuperação da Covid-19 ou testes com resultado negativo.


O Governo anunciou ainda que as discotecas passam finalmente a poder reabrir neste mês, com os clientes a terem de apresentar certificados Covid-19 ou testes negativos.

António Costa afirmou que “se tivermos a felicidade de as datas indicadas para completar cada uma destas fases da vacinação ser concluída mais cedo, as restrições também poderão ser eliminadas mais cedo”. No entanto, o primeiro-ministro também não descartou eventuais recuos no calendário de regresso à normalidade: “Não hesitaremos em parar ou em recuar se for necessário em razão da evolução da pandemia”.

Costa relembrou que “o vírus permanece ativo e em mutação” e destacou a importância de se continuar a adotar as medidas de proteção individual, que são absolutamente indispensáveis para continuarmos a controlar a pandemia”, como o uso de máscara, o distanciamento e a higienização das mãos.
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