CP admite alterar horários dos comboios
Lisboa, 03 Mar (Lusa) - A CP está a monitorizar a afluência dos utentes na estação do Rossio e na linha de cintura de Sintra para decidir eventuais alterações ao horário dos comboios.
Esta informação foi avançada hoje depois de uma reunião entre a transportadora ferroviária e a Comissão de Utentes da Linha de Sintra para discutir eventuais alterações aos horários em vigor.
A CP afirma que, apesar de ainda não haver tempo suficiente para tirar conclusões definitivas, a procura de e para o Rossio está a ser vigiada desde 18 de Fevereiro, verificando-se uma forte afluência nesta estação.
Fonte da CP afirma que a empresa ainda não sabe o que vai acontecer, uma vez que é preciso deixar estabilizar o horário e verificar quais as necessidades de oferta e procura da população.
"O novo horário entrou em vigor no dia 17 de Fevereiro, ou seja, a meio do mês e num fim-de-semana (domingo). Antes desta altura, as pessoas já tinham os passes comprados e ainda não frequentavam a estação do Rossio por isso temos que ver se a situação se mantém no próximo mês", explicou a mesma fonte.
"A Linha de Cintura é um prolongamento da Linha de Sintra nas direcções de Sete-Rios, Entrecampos, Areeiro e Oriente. É uma lógica de rede de forma a servir estações de centralidade com bastante fluxo populacional", acrescentou.
Até ao momento, ainda não há dados que permitam tirar conclusões definitivas, mas caso de verifique um movimento significativo de utentes, a CP admite a possibilidade de reformular o horário.
"Temos que adequar a oferta à procura. As estações de Sete-Rios, Entrecampos e Oriente tornaram-se pontos centrais com grande densidade de utentes, o que "roubou" utentes ao Rossio ", salientou a fonte da CP.
Os horários propostos na reabertura do Túnel do Rossio foram alvo de diversas críticas por parte dos utentes, uma vez que as estações de Sete-Rios e Entrecampos tinham sido eliminadas deste percurso, congestionando a deslocação dos passageiros.
Em anteriores declarações à Lusa, Manuel do Cabo, presidente da Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins, condenou "as condições quase desumanas em que os passageiros têm de viajar nas horas de ponta".