Criada linha de financiamento de pequenos negócios para imigrantes
Os imigrantes em Portugal vão poder recorrer a partir de Setembro ao crédito bancário para montarem pequenos negócios através de uma linha de financiamento criada pela Caixa Geral de Depósitos (CGD).
A primeira linha de microcrédito para imigrantes, destinada a apoiar a criação de auto-emprego e de pequenos negócios, resulta de um protocolo entre a CGD e o Serviço Jesuíta aos Refugiados, assinado hoje em Lisboa.
Com um montante global de 250 mil euros, a linha de microcrédito prevê empréstimos num valor mínimo de 500 euros e máximo de 7.500.
Para o presidente do conselho de administração da CGD, Victor Martins, este pretende ser um "contributo positivo para a integração social e económica da comunidade imigrante" e "insere-se nos objectivos da Caixa em dar apoio a iniciativas que visem o desenvolvimento sócio-económico do país".
Por seu turno, a directora do Serviço Jesuíta aos Refugiados, considerou que esta linha "vai ser uma mais valia para a plena integração de quem escolheu Portugal como país de acolhimento".
Em declarações à Agência Lusa, Rosário Farmhouse explicou que, "na prática, esta linha de microcrédito só vai arrancar em Setembro" porque ainda vai ser feita a sua divulgação.
A iniciativa vai ser dada a conhecer através de "desdobráveis em várias línguas que serão colocados no Serviço Jesuítas aos Refugiados e nos balcões da CGD", acrescentou.
Para aceder a este microcrédito, os imigrantes têm de estar legalizados em Portugal e preencher alguns "requisitos", como serem "economicamente excluídos e sem capacidade de recorrer a outros créditos", explicou Rosário Farmhouse.
Os imigrantes têm ainda de ter "capacidade para promoverem o seu próprio negócio".
Com o apoio do Serviço Jesuíta aos Refugiados na gestão da linha de financiamento, o crédito tem por finalidade a aquisição de equipamentos ou outras componentes necessárias para o lançamento de pequenos negócios.