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Crianças portuguesas entre as que aprendem línguas mais tarde da União Europeia

Crianças portuguesas entre as que aprendem línguas mais tarde da União Europeia

As crianças portuguesas estão entre as europeias que iniciam mais tarde a aprendizagem obrigatória de uma língua estrangeira na escola, por volta dos 10 anos, num cenário onde metade dos europeus aprende um idioma estrangeiro desde a primária.

Agência LUSA /

Segundo um estudo europeu divulgado hoje em Bruxelas, Portugal, Dinamarca, Bélgica (região francófona), Polónia, Eslováquia e Reino Unido são os países cujas crianças começam a aprender uma língua estrangeira aos 10 anos, quando noutros países, como a Grécia, Itália, Finlândia ou Suécia começam aos sete anos e em Malta e Holanda aos cinco.

Alguns países, como a Espanha, estão a introduzir a aprendizagem obrigatória de uma língua estrangeira desde tenra idade, por volta dos três anos, e a Áustria, por volta dois seis.

O tema tem marcado presença na campanha eleitoral para a eleições legislativa de 20 de Fevereiro, com os principais partidos - PS e PSD - a defenderem a aprendizagem obrigatória do inglês na escola primária (1/o ciclo do ensino básico), quando neste momento é apenas uma opção prevista por lei.

Por isso, o relatório dá conta de 31,6 por cento de crianças portuguesas do 1/o ciclo a aprenderem inglês e 1,5 por cento francês.

O estudo da Eurydice, com dados do ano lectivo 2002/2003, refere-se a 30 países - os 25 da União, os candidatos à adesão Roménia e Bulgária e a Islândia, Liechstenstein e Noruega - revelando que metade dos jovens europeus aprendem uma língua estrangeira desde a escola primária.

Estes números chegam aos 80 por cento no Luxemburgo (onde existem várias línguas oficiais), Estónia, Suécia e Islândia.

As estatísticas, que não avançam muitos dados para Portugal, revelam ainda que o estudo de uma língua estrangeira é obrigatória em todos os países a partir do secundário, à excepção da Irlanda e Escócia, e todos os alunos têm aulas de idiomas até ao fim da escolaridade obrigatória, exceptuando a Itália e País de Gales.

Em média, os jovens têm oito a nove anos de estudo de uma ou mais línguas, com excepções, como no Reino Unido, onde as línguas estrangeiras são opcionais para os estudantes entre os 14 e os 16 anos.

Tal como no resto da Europa, também em Portugal o inglês é o idioma preferido por 90 por cento dos estudantes do secundário, seguido do francês, um fenómeno que acontece nos países latinos (Espanha, Portugal e Itália), onde a língua gaulesa ocupa o segundo lugar na lista de preferências.

Portugal é ainda um dos oito países do estudo que promove apoio linguístico aos alunos cuja língua materna é diferente do português, como é o caso dos filhos dos emigrantes.

A percentagem dos estudantes que fala em casa outra língua além do português é, no entanto, muito baixa, na ordem dos 1,5 por cento, enquanto 98,5 por cento das crianças e jovens portugueses falam em casa a língua materna.

Portugal é ainda dos países com obrigatoriedade de duas línguas estrangeiras, pelo menos durante um ano e a tempo inteiro.

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