País
Crise dos combustíveis à mesa das negociações
Antram reúne-se com o ministro das Obras Públicas e Transportes, enquanto a comissão mediadora dos transportes mantém bloqueios em todo o país e se começam a fazer sentir a falta de combustíveis e de bens de consumo.
O ministro das Obras Públicas e Transportes, Mário Lino, reúne-se esta quarta-feira novamente com a direcção da Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), que se demarcou do protesto dos transportadores, iniciado às 00h00 de segunda-feira.
Conhecida já a anunciada intenção do Governo de não baixar os impostos sobre os combustíveis, por não querer onerar todos os portugueses, nem de subsidiar as empresas de transportes, Governo e representantes dos transportadores de mercadorias reúnem-se numa tentativa de resolver a crise despoletada com o protesto das empresas de transportes na passada segunda-feira.
As empresas de transportes de mercadorias protestam contra os aumentos que apelidam de insuportáveis dos combustíveis que os colocam em posição financeira periclitante.
As reivindicações da comissão mediadora dos transportadores incluem a criação do gasóleo profissional, com equiparação de preços Portugal/Espanha, a diferenciação positiva fiscal, ajudas de custo e o incentivo à renovação das frotas.
Começam a fazer-se sentir os efeitos da paralisação
A reunião surge numa altura em que representantes dos comerciantes dizem que poderá haver rupturas no fornecimento aos clientes se o bloqueio se mantiver por mais dois ou três dias.
A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) e a Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA) alertaram segunda-feira que o prolongamento da paralisação dos transportadores pode causar cortes nos abastecimentos ao público.
"Os produtos perecíveis como os hortofrutícolas e o peixe começaram já a faltar em alguns supermercados", disse o presidente da APED.
A CIP, Confederação da Indústria Portuguesa, teme que a paralisação dos camionistas possa ter consequências graves para a indústria portuguesa.
Francisco Van Zeller, presidente da Confederação industrial diz mesmo que receia que o país possa parar.
Também a ANAREC Associação nacional de empresas revendedoras de combustíveis já anunciou que, caso não sejam reabastecidos em breve também haverá muitos postos de abastecimento que não terão produto para fornecer.
"O país pára se o bloqueio se mantiver durante um ou dois dias", afirma Augusto Cymbron, Presidente da ANAREC, "até porque mesmo depois de os camiões-cisterna (de abastecimento) começarem a circular, não é num dia que se normaliza a situação".
Esta quarta-feira de manhã eram já vários os postos de abastecimento da GALP, BP, REPSOL que ou já não tinham algum tipo de combustíveis, havendo mesmo vários que já não tinham nenhuma bomba a funcionar.
Os combustíveis acabaram em muitos postos de abastecimento de Portimão, Lagos, Carnaxide, Amadora e Coimbra, segundo a Associação de Revendedores de Combustíveis.
A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais alertou que também os bombeiros poderão ter de deixar de prestar socorros por falta de combustível.
"É urgente que os camionistas possam ter em conta esta situação para que possam ser abastecidas algumas gasolineiras reservadas ao serviço dos bombeiros", afirma a ANBP em comunicado.
Garantir a livre circulação
Para tentar evitar a ruptura do fornecimento de combustíveis, o Governo, através do seu ministro da Administração Interna, deu instruções às forças policiais para “assegurar o transporte e o abastecimento de combustíveis se efectuem com todas as condições de segurança”.
Já durante a noite de terça para quarta-feira um comboio de 20 camiões-cisterna transportando combustíveis saíram de Aveiras de Cima com destino ao aeroporto internacional de Lisboa.
Em comunicado, o ministério tutelado por Rui Pereira explica que tendo em consideração “os riscos inerentes a este tipo de transporte, alerta-se para a necessidade de serem respeitadas prontamente as determinações que vierem a ser estabelecidas pelas forças de segurança”.
O ministério garante que não serão tolerados e serão “criminalmente perseguidos todos os actos ilícitos susceptíveis de causar perigo para a vida e a integridade física das pessoas”. è uma resposta a alguns episódios de violência nos piquetes de camionistas um pouco por todo o País, contra camionistas que se recusaram a parar,
A GNR, PSP, militares do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro da GNR, militares, estão colocados em pontos considerados chave para manterem a ordem e garantirem o livre andamentos dos camiões-cisterna.
Agricultores poderão juntar-se aos camionistas
Os camionistas poderão vir a ter a companhia dos agricultores portugueses.
A Confederação dos Agricultores de Portugal admitiu que o sector "possa vir a manifestar-se publicamente", de acordo com o seu presidente, João Machado.
Os agricultores "reivindicam exactamente o mesmo que os camionistas – gasóleo profissional ao preço de Espanha", e custos "mais baixos para os factores de produção" –, explicou João Machado.
A tomada de posição dos agricultores depende das resoluções saídas do encontro entre o governo e os representantes dos transportadores pesados de mercadorias, disse o presidente da CAP.
A decisão de protesto será tomada dentro de poucos dias, sendo que neste momento, é ainda prematuro tomar qualquer decisão, mas "os agricultores estão solidários com os camionistas", revelou João Machado.
Conhecida já a anunciada intenção do Governo de não baixar os impostos sobre os combustíveis, por não querer onerar todos os portugueses, nem de subsidiar as empresas de transportes, Governo e representantes dos transportadores de mercadorias reúnem-se numa tentativa de resolver a crise despoletada com o protesto das empresas de transportes na passada segunda-feira.
As empresas de transportes de mercadorias protestam contra os aumentos que apelidam de insuportáveis dos combustíveis que os colocam em posição financeira periclitante.
As reivindicações da comissão mediadora dos transportadores incluem a criação do gasóleo profissional, com equiparação de preços Portugal/Espanha, a diferenciação positiva fiscal, ajudas de custo e o incentivo à renovação das frotas.
Começam a fazer-se sentir os efeitos da paralisação
A reunião surge numa altura em que representantes dos comerciantes dizem que poderá haver rupturas no fornecimento aos clientes se o bloqueio se mantiver por mais dois ou três dias.
A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) e a Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA) alertaram segunda-feira que o prolongamento da paralisação dos transportadores pode causar cortes nos abastecimentos ao público.
"Os produtos perecíveis como os hortofrutícolas e o peixe começaram já a faltar em alguns supermercados", disse o presidente da APED.
A CIP, Confederação da Indústria Portuguesa, teme que a paralisação dos camionistas possa ter consequências graves para a indústria portuguesa.
Francisco Van Zeller, presidente da Confederação industrial diz mesmo que receia que o país possa parar.
Também a ANAREC Associação nacional de empresas revendedoras de combustíveis já anunciou que, caso não sejam reabastecidos em breve também haverá muitos postos de abastecimento que não terão produto para fornecer.
"O país pára se o bloqueio se mantiver durante um ou dois dias", afirma Augusto Cymbron, Presidente da ANAREC, "até porque mesmo depois de os camiões-cisterna (de abastecimento) começarem a circular, não é num dia que se normaliza a situação".
Esta quarta-feira de manhã eram já vários os postos de abastecimento da GALP, BP, REPSOL que ou já não tinham algum tipo de combustíveis, havendo mesmo vários que já não tinham nenhuma bomba a funcionar.
Os combustíveis acabaram em muitos postos de abastecimento de Portimão, Lagos, Carnaxide, Amadora e Coimbra, segundo a Associação de Revendedores de Combustíveis.
A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais alertou que também os bombeiros poderão ter de deixar de prestar socorros por falta de combustível.
"É urgente que os camionistas possam ter em conta esta situação para que possam ser abastecidas algumas gasolineiras reservadas ao serviço dos bombeiros", afirma a ANBP em comunicado.
Garantir a livre circulação
Para tentar evitar a ruptura do fornecimento de combustíveis, o Governo, através do seu ministro da Administração Interna, deu instruções às forças policiais para “assegurar o transporte e o abastecimento de combustíveis se efectuem com todas as condições de segurança”.
Já durante a noite de terça para quarta-feira um comboio de 20 camiões-cisterna transportando combustíveis saíram de Aveiras de Cima com destino ao aeroporto internacional de Lisboa.
Em comunicado, o ministério tutelado por Rui Pereira explica que tendo em consideração “os riscos inerentes a este tipo de transporte, alerta-se para a necessidade de serem respeitadas prontamente as determinações que vierem a ser estabelecidas pelas forças de segurança”.
O ministério garante que não serão tolerados e serão “criminalmente perseguidos todos os actos ilícitos susceptíveis de causar perigo para a vida e a integridade física das pessoas”. è uma resposta a alguns episódios de violência nos piquetes de camionistas um pouco por todo o País, contra camionistas que se recusaram a parar,
A GNR, PSP, militares do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro da GNR, militares, estão colocados em pontos considerados chave para manterem a ordem e garantirem o livre andamentos dos camiões-cisterna.
Agricultores poderão juntar-se aos camionistas
Os camionistas poderão vir a ter a companhia dos agricultores portugueses.
A Confederação dos Agricultores de Portugal admitiu que o sector "possa vir a manifestar-se publicamente", de acordo com o seu presidente, João Machado.
Os agricultores "reivindicam exactamente o mesmo que os camionistas – gasóleo profissional ao preço de Espanha", e custos "mais baixos para os factores de produção" –, explicou João Machado.
A tomada de posição dos agricultores depende das resoluções saídas do encontro entre o governo e os representantes dos transportadores pesados de mercadorias, disse o presidente da CAP.
A decisão de protesto será tomada dentro de poucos dias, sendo que neste momento, é ainda prematuro tomar qualquer decisão, mas "os agricultores estão solidários com os camionistas", revelou João Machado.