Curiosos e apostadores encheram o novo Casino em poucos minutos

As portas do Casino Lisboa abriram ao público quarta-feira à noite e bastaram escassos minutos para que o principal ruído no interior da sala de jogo fosse o tilintar das moedas a cair nas "slot-machines".

Agência LUSA /

A abertura oficial ao público do Casino Lisboa estava prevista para as 21:30, mas já algumas horas antes dezenas de pessoas se concentravam junto à entrada do edifício, no Parque das Nações, enquanto mais de 600 convidados se reuniam numa tenda transparente gigante no exterior do novo espaço.

Após a entrada dos convidados no casino, um magote de pessoas de todas as idades "invadiu" a sala de jogo cerca das 21:20, dez minutos antes da hora prevista para a abertura de portas.

Alguns já com a carteira a postos para começar a apostar, os visitantes procuravam, em passo apressado, numa das 500 "slot- machines" que, em poucos minutos, ficaram quase todas ocupadas.

Centenas de luzes brilhantes e os sons electrónicos do puxar da alavanca e dos botões das máquinas de jogo encheram imediatamente o piso térreo do novo casino.

Em pouco tempo começou a ouvir-se o tilintar das moedas que iam caindo nas máquinas e que os apostadores guardavam em grandes copos transparentes.

Enquanto várias pessoas deambulavam, de mãos nos bolsos, por entre as "slot-machines" muitos curiosos aproveitavam para guardar o momento para a posteridade, posando em frente a uma máquina colorida para a fotografia tirada com o telemóvel.

Cristina Paula, 32 anos, foi uma das primeiras premiadas da noite, vendo o seu investimento de 50 cêntimos transformado numa mão- cheia de moedas impressas com o símbolo do casino.

"Não tenho a mínima ideia de quanto dinheiro é", disse à Lusa, enquanto procurava um assistente da sala de jogo para pedir um recipiente para guardar o prémio.

Neste caso não foi sorte de principiante, já que a apostadora afirmou que costumar "jogar bastante" no bingo do Belenenses e no Casino Estoril, onde corre "tudo o que seja jogo, menos a banca", modalidade em que diz não ter "grande sorte".

Susana Melo, 26 anos, e José Santos são um casal de namorados que veio do Montijo para conhecer a nova sala de jogo da capital.

Habituados a frequentar o Casino Estoril, onde gastam "no máximo 500 euros", consideram que o novo espaço é "agradável" e prometem voltar "mais vezes".

A sucessão rápida das imagens da "slot-machine" obriga a uma concentração máxima e por isso o casal quase nunca tira os olhos do ecrã, enquanto Susana Melo pressiona insistentemente um botão para dar continuidade ao jogo.

Mais descontraída, Filomena Santos, 36 anos, até abandonava a sua cadeira, mesmo com o jogo a decorrer, para, numa corrida, espreitar sobre o ombro de um apostador que jogava noutra máquina.

"Sou americana, estou acostumada com Las Vegas", disse à Lusa, para explicar que o sistema, com um cartão, utilizado nesta sala de jogo é semelhante ao dos casinos dos Estados Unidos.

Antonieta Santos, 56 anos, veio do Estoril para conhecer o novo espaço por curiosidade. Considerou o Casino Lisboa "agradável" e adiantou que "de vez em quando" vai ao outro casino (do Estoril) para se entreter.

Visitante mais assídua do Casino Estoril, que considera ser "mais acolhedor" do que o novo espaço, Maria Fonseca, 58 anos, referiu que joga "mais ou menos todas as semanas" e admitiu voltar ao Casino Lisboa, "para variar".

No segundo piso do Casino Lisboa, na sala mista, com máquinas e mesas de jogo, várias dezenas de pessoas concentravam-se em redor da roleta americana, "black jack", póquer, banca francesa e bacará, ponto e banca, onde os empregados manuseavam fichas redondas de todas as cores.

Apesar de ser muito mais novo que a maioria dos visitantes, Filipe Sousa, 18 anos, "quase a fazer 19", garantiu ser um visitante assíduo de espaços de jogos de fortuna e azar, como o Casino de Vilamoura ou bingos em Lisboa.

"Estou a gostar muito, o casino é muito bonito e atractivo", afirmou à Lusa, assegurando que irá regressar "para jogar com prazer".

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