Cursos de Medicina em Almada no próximo ano lectivo
A ministra do Ensino Superior anunciou hoje a abertura de novas vagas para Medicina na Universidade Nova de Lisboa, no Campus do Monte da Caparica, em parceria com o Hospital Garcia de Orta, em Almada.
Maria da Graça Carvalho adiantou à Agência Lusa que a política de aumento do número de vagas nos cursos de medicina vai manter-se até 2006.
Numa intervenção na Comissão de Educação, Ciência e Cultura, onde apresentou o orçamento de Estado de 2005 para o seu sector, a ministra explicou hoje que está prevista a abertura de novas vagas para medicina na Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova de Lisboa, no Campus do Monte da Caparica.
O projecto será assim desenvolvido em parceira com o Hospital Garcia de Orta, em Almada e poderá entrar em funcionamento já no próximo ano lectivo.
"É uma ideia embrionária que o reitor irá estudar", disse.
A questão do aumento do número de vagas para os cursos de Medicina foi levantada pelo deputado comunista, Bernardino Soares que questionou Graça Carvalho sobre se existe um plano para prever as necessidades de formação nesta área, a longo prazo.
"As vagas têm crescido muito menos do que seria necessário. O Governo tem essa previsão ou está a contar com as instituições privadas, onde o acesso é fortemente condicionado a elites", questionou.
Em declarações à Agência Lusa, a ministra explicou que a primeira opção do governo é "sempre a capacidade pública já instalada".
"No ano passado, foi à custa das Universidade de Coimbra e de Lisboa, que fizeram um grande esforço", disse.
A Universidade de Lisboa aumentou o número de vagas e deu apoio à criação do ciclo básico de Medicina na Universidade da Madeira enquanto Coimbra apoiou os Açores num projecto idêntico.
Este ano lectivo, foram criadas 169 novas vagas para os cursos de medicina, incluindo 55 para os Açores e Madeira.
Este novo projecto com a Universidade Nova de Lisboa, segundo a ministra, deverá também desenvolver-se ao nível do ciclo básico.
"É importante ter ensino universitário público na área da Medicina a Sul do Tejo", disse.
Relativamente ao ensino da medicina em instituições de ensino privado, a ministra adiantou, em declarações à Agência Lusa, que qualquer decisão sobre esta matéria terá de ser política e em sede de Conselho de Ministros.
"Terá de haver um decisão política do Conselho de Ministros.
Não é necessário haver qualquer modificação do ponto de vista da legislação técnica mas sim uma assumpção política de princípios", explicou.
Contudo, adiantou, está em curso uma avaliação técnica do assunto, a cargo de um grupo de missão que está a realizar um relatório detalhado e quantificado sobre as candidaturas privadas à criação de novas faculdades de medicina, que será divulgado ainda este ano.
GC/SCS.
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