Dádivas de sangue caíram 20 por cento em dois dias

O secretário de Estado adjunto da Saúde disse hoje que se registou uma quebra de cerca de 20 por cento nas dádivas de sangue nos últimos dois dias, apelando aos portugueses que continuem a doar.

Lusa /

"O que nós verificamos foi que - e isto foi abrupto, na sequência das notícias relativamente ao facto de Portugal estar a desperdiçar plasma - se gerou a ideia de que Portugal estava a desperdiçar sangue, o que é completamente falso", esclareceu o governante, em conferência de imprensa esta noite, no Ministério da Saúde, em Lisboa.

No entanto, Leal da Costa diz que foi detetada uma "queda de 20 por cento das colheitas de sangue no dia de ontem quarta-feira e de hoje" e, por isso, considera importante "chamar a atenção dos portugueses de que todo o sangue é aproveitado".

Quanto às reservas de plasma, o presidente do Instituto Português do Sangue (IPS), Hélder Trindade, também presente na conferência de imprensa, disse que há plasma "que chegue para as necessidades" em Portugal, explicando que "o plasma é um excedentário".

"Nós temos o suficiente mas uma parte do plasma não podemos aproveitar por uma questão de logística de transporte mas há plasma que chegue para as necessidades. Nós temos 30 mil unidades de plasma congelados, temos o suficiente para fornecer aos hospitais", afirmou Hélder Trindade.

O responsável disse ainda que há situações em que o plasma não pode mesmo ser aproveitado: "por exemplo, no caso de mulheres que tiveram vários filhos, não aproveitamos o plasma porque há risco de ser rejeitado pelo recetor".

Também a forma de armazenamento do plasma é diferente do resto dos componentes sanguíneos. O presidente do IPS explicou que "o sangue é armazenado a quatro graus celsius e o plasma tem de ser congelado", pelo que "o sangue tem uma duração até 42 dias para ser utilizado e o plasma pode ficar mais tempo".
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