Danças matinais de idosos chineses inspiram presidente Câmara de V.R. Sto António

As habituais danças matinais dos idosos nos parques chineses inspiraram o presidente da Câmara de Vila Real de Santo António, António Murta, que se encontra em Pequim a participar num encontro mundial de municípios.

Agência LUSA /

O autarca da cidade algarvia confessou-se hoje impressionado com o espectáculo que viu num dos maiores parques de Pequim, Beihai, e quer contagiar os reformados de Vila Real de Santo António.

"Tenho de os trazer à China (...). Se viessem aqui e vissem aquelas pessoas todas a dançar, cantar e tocar em conjunto podiam aprender logo uns com os outros", refere António Murta, em declarações à Agência Lusa.

A ideia de uma viagem à China pode não ser, para já, realizável, mas Murta registou em vídeo o espectáculo e regressa a casa com o desejo de inspirar os idosos do município a introduzirem actividades habituais de exercício físico em conjunto nos seus programas de actividades.

Murta está na capital chinesa para participar numa reunião da organização internacional Cidades e Governos Locais Unidos, criada em Dezembro passado em Paris, resultante da fusão de várias outras organizações com objectivos semelhantes.

O presidente da Câmara de Vila Real de Santo António participa no encontro como convidado, enquanto membro do Centro de Democracia Participativa, com sede em Barcelona, cidade onde está também sedeado o secretariado da organização Cidades e Governos Locais Unidos.

A pequena cidade algarvia de 18.000 habitantes é uma das pioneiras em Portugal da nova forma de gerir cidades, a chamada "democracia participativa".

Segundo esta forma de gestão, a população é auscultada e convidada a participar e dar opiniões a todo o momento sobre a gestão do município.

Portugal também está representado no encontro de três dias, que hoje termina, pelo presidente da Câmara de Aveiro, Alberto Afonso Souto de Miranda.

A reunião da organização concentrou em Pequim presidentes de Câmara de 40 países, incluindo cidades como Paris, Maputo, Xangai, Cantão ou Rio de Janeiro, para debater problemas como a descentralização do poder, diplomacia das cidades ou saneamento básico.

Apesar das escalas diferentes das cidades, os problemas são comuns, indica o político do Partido Socialista, que vai no quarto mandato à frente da cidade situada na fronteira com Espanha.

"Independentemente do número de pessoas de cada cidade, há realidades que são idênticas e há formas de procurar resolver os problemas que também são idênticas, cada um à sua escala", refere António Murta.

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