Data da posse da Assembleia e da Câmara de Lisboa alterada pela segunda vez
A data da posse dos vereadores e deputados eleitos para a Câmara e Assembleia Municipal de Lisboa (AML) foi alterada pela segunda vez, tendo sido antecipada para sexta-feira de manhã, disse hoje à Lusa Modesto Navarro.
O presidente cessante da Assembleia Municipal não esclareceu as razões desta nova alteração.
A cerimónia da posse já esteve prevista para os dias 03 e 05 de Novembro, estando agora marcada para dia 28, às 10:30, no edifício dos Paços do Concelho.
Modesto Navarro irá dar posse aos vereadores eleitos nas autárquicas de 09 de Outubro, seguindo-se, nos Paços do Concelho, a eleição da mesa da Assembleia Municipal, da qual sairá o próximo presidente deste órgão autárquico.
A lista do PSD à Câmara de Lisboa, encabeçada pelo candidato independente Carmona Rodrigues, venceu as eleições autárquicas de dia 09 de Outubro, com 119.837 votos (42,43 por cento), obtendo oito mandatos.
O PS, cujo cabeça de lista foi Manuel Maria Carrilho, elegeu cinco vereadores, ao ter 75.022 votos (26,56 por cento), enquanto a CDU, cujo candidato à presidência era Ruben de Carvalho, obteve dois vereadores (32.254 votos, ou seja, 11,42 por cento).
José Sá Fernandes (independente apoiado pelo Bloco de Esquerda) foi eleito com 22.342 votos (7,91 por cento), e a candidata do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, conseguiu ser eleita, com 16.723 votos (5,92 por cento).
O futuro executivo da Câmara Municipal de Lisboa deverá ser constituído, pelo PSD, pelo presidente Carmona Rodrigues, Fontão de Carvalho (vice-presidente), Marina Ferreira, Pedro Feist, Gabriela Seara, António Proa, José Amaral Lopes e Sérgio Lipari.
Os vereadores socialistas deverão ser Manuel Maria Carrilho, Nuno Gaioso Ribeiro, Madalena Moura, João Matias e Dias Baptista, enquanto os representantes da CDU serão Ruben de Carvalho e Rita Magrinho.
Sá Fernandes será o eleito pelo BE e Maria José Nogueira Pinto irá representar o CDS-PP.
A duas semanas da posse, são ainda desconhecidas possíveis coligações entre o PSD e vereadores de outros partidos, numa altura em que PS, CDU e BE já garantiram que não assumirão quaisquer pelouros.
Apenas a vereadora do CDS-PP afirmou estar "disponível para assegurar a governação da Câmara Municipal de Lisboa, dentro de princípios de razoabilidade a ser discutidos", mas no final da semana passada ainda não tinha sido contactada por Carmona Rodrigues.
Questionado terça-feira sobre os contactos que tem realizado com os futuros vereadores para a realização de eventuais pactos de governação, o presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, disse terem existido apenas "abordagens preliminares".
Na Assembleia Municipal, a direita terá a maioria, ao contrário do que aconteceu no mandato que termina agora, com os 56 deputados eleitos pelo PSD (33 por inerência do cargo de presidente de junta de freguesia e 23 por votação directa), cuja cabeça de lista foi a vice-presidente do partido Paula Teixeira da Cruz.
O PS, encabeçado por Maria de Belém, terá 28 assentos na AML (12 por inerência e 16 eleitos directamente), enquanto a CDU, que teve Modesto Navarro como cabeça de lista, conseguiu 15 deputados, dos quais oito são presidentes de juntas de freguesia.
O Bloco de Esquerda viu aumentar a sua bancada de dois para cinco deputados, com Ana Drago como líder do grupo municipal, enquanto o CDS-PP elegeu três deputados municipais.