País
De uma roulotte sem casa-de-banho para uma casa sem comunicações
Os agentes da esquadra da PSP de Corroios esteve instalada num posto móvel que funcionou numa roulotte enquanto espera pela novíssima esquadra cujas obras ainda demoram cerca de quatro meses.
Funcionou durante três dias num posto móvel mas este não tinha as mínimas condições de trabalho. Os sessenta e dois agentes tinham de conviver num espaço previsto para três.
Sem electricidade, foi graças à boa vontade de uma loja das redondezas que a esquadra, através de uma extensão, receberia a electricidade com que funcionava.
A ausência de uma casa-de-banho implicava uma deslocação a um dos cafés das redondezas ou à esquadra da Cruz de Pau.
Eduardo Rosa, presidente da Junta de Freguesia de Corroios, não ficou contente com a situação que achou degradante não só para a polícia como também para a freguesia que abrange uma população de 57 mil almas.
Foi através da acção da autarquia que se conseguiu uma loja provisória em Santa Marta de Corroios, próxima da futura nova esquadra, para onde onde foi possível efectuar a título provisório, a mudança da esquadra.
O espaço tem algumas limitações devido ao pouco tempo dado para o seu equipamento e falta um sistema de telecomunicações.
Belizário Martins, da Assembleia de Freguesia de Corroios afirma que "no local ainda não existe telefone nem fax. Foi tudo feito à pressa e teve que ser a Junta de Freguesia a efectuar diligências para ultrapassar a situação e melhorar um pouco as condições. É uma situação no mínimo caricata".
Eduardo Rosa explicou que, tendo sido aumentado o número de efectivos "foi dado pelo ministério um valor de 800 euros para se encontrar um espaço, mas a loja que tínhamos em vista custava 900 euros de renda e a junta defendeu que não seria por 100 euros que a PSP não ia para o local. O proprietário decidiu depois que já não queria fazer negócio e tivemos que encontrar outra alternativa que se situa na avenida Rui Grácio".
Questionado sobre a instalação num posto móvel, o comandante da Divisão da PSP do Seixal que superintende a esquadra de Corroios, subintendente Fernando Pinto, explicou que "O posto móvel foi uma situação de recurso mas não era a melhor solução e por isso decidimos fazer a mudança no sábado para umas instalações provisórias que tem condições diferentes, enquanto decorrem as obras de adaptação de um espaço para receber a esquadra. Ainda não temos telefone, fax e rede de dados porque a companhia não trabalha ao fim-de-semana mas estamos a tratar da situação",
Fernando Pinto afirmou que os profissionais da PSP entenderam perfeitamente a situação embora pudesse estar descontente com a situação.
"Ninguém gosta do posto móvel, nem eu, mas vi a disponibilidade e motivação quando os agentes trabalharam na mudança fora do seu horário de serviço, que é um indicador positivo do estado dos agentes", afirmou.
Já António Ramos, presidente Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP-PSP), acha que a situação se deveu a uma reestruturação nas forças policiais mal preparada e sem condições.
"O local não tinha condições e está reestruturação foi toda feita em cima do joelho. A mudança é um bom começo porque já têm outras condições", disse
António Ramos aproveitou a ocasião para chamar a atenção para o facto de a situação não ser única de Corroios.
"Em Corroios têm mais sorte, pois na Povoa de Santa Iria a situação é pior, porque saiu a GNR e agora dizem que o espaço onde esta estava não tem condições, por isso não existe polícia no local. Os agentes saem de Alverca para ir patrulhar a zona, mas não é a mesma coisa pois não conseguem ter o mesmo conhecimento da zona, que tem cerca de 50 mil habitantes, se também juntarmos o Forte da Casa" disse.
Para se instalarem na nova esquadra, construída de raiz e a pensar no fim para que se destina, os profissionais da polícia terão de aguardar mais uns quatro meses.
Sem electricidade, foi graças à boa vontade de uma loja das redondezas que a esquadra, através de uma extensão, receberia a electricidade com que funcionava.
A ausência de uma casa-de-banho implicava uma deslocação a um dos cafés das redondezas ou à esquadra da Cruz de Pau.
Eduardo Rosa, presidente da Junta de Freguesia de Corroios, não ficou contente com a situação que achou degradante não só para a polícia como também para a freguesia que abrange uma população de 57 mil almas.
Foi através da acção da autarquia que se conseguiu uma loja provisória em Santa Marta de Corroios, próxima da futura nova esquadra, para onde onde foi possível efectuar a título provisório, a mudança da esquadra.
O espaço tem algumas limitações devido ao pouco tempo dado para o seu equipamento e falta um sistema de telecomunicações.
Belizário Martins, da Assembleia de Freguesia de Corroios afirma que "no local ainda não existe telefone nem fax. Foi tudo feito à pressa e teve que ser a Junta de Freguesia a efectuar diligências para ultrapassar a situação e melhorar um pouco as condições. É uma situação no mínimo caricata".
Eduardo Rosa explicou que, tendo sido aumentado o número de efectivos "foi dado pelo ministério um valor de 800 euros para se encontrar um espaço, mas a loja que tínhamos em vista custava 900 euros de renda e a junta defendeu que não seria por 100 euros que a PSP não ia para o local. O proprietário decidiu depois que já não queria fazer negócio e tivemos que encontrar outra alternativa que se situa na avenida Rui Grácio".
Questionado sobre a instalação num posto móvel, o comandante da Divisão da PSP do Seixal que superintende a esquadra de Corroios, subintendente Fernando Pinto, explicou que "O posto móvel foi uma situação de recurso mas não era a melhor solução e por isso decidimos fazer a mudança no sábado para umas instalações provisórias que tem condições diferentes, enquanto decorrem as obras de adaptação de um espaço para receber a esquadra. Ainda não temos telefone, fax e rede de dados porque a companhia não trabalha ao fim-de-semana mas estamos a tratar da situação",
Fernando Pinto afirmou que os profissionais da PSP entenderam perfeitamente a situação embora pudesse estar descontente com a situação.
"Ninguém gosta do posto móvel, nem eu, mas vi a disponibilidade e motivação quando os agentes trabalharam na mudança fora do seu horário de serviço, que é um indicador positivo do estado dos agentes", afirmou.
Já António Ramos, presidente Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP-PSP), acha que a situação se deveu a uma reestruturação nas forças policiais mal preparada e sem condições.
"O local não tinha condições e está reestruturação foi toda feita em cima do joelho. A mudança é um bom começo porque já têm outras condições", disse
António Ramos aproveitou a ocasião para chamar a atenção para o facto de a situação não ser única de Corroios.
"Em Corroios têm mais sorte, pois na Povoa de Santa Iria a situação é pior, porque saiu a GNR e agora dizem que o espaço onde esta estava não tem condições, por isso não existe polícia no local. Os agentes saem de Alverca para ir patrulhar a zona, mas não é a mesma coisa pois não conseguem ter o mesmo conhecimento da zona, que tem cerca de 50 mil habitantes, se também juntarmos o Forte da Casa" disse.
Para se instalarem na nova esquadra, construída de raiz e a pensar no fim para que se destina, os profissionais da polícia terão de aguardar mais uns quatro meses.