Debate Educação. Ministro diz que exames estão classificados e pautas serão afixadas hoje

Reportagem

Debate Educação. Ministro diz que exames estão classificados e pautas serão afixadas hoje

O ministro da Educação esteve, esta sexta-feira, no parlamento para dar explicações sobre a polémica dos exames nacionais, enquanto mais de 166 mil alunos do Ensino Secundário aguardam pela afixação dos resultados. Fernando Alexandre garantiu que todos os exames estão classificados e que as notas serão publicadas nas próximas horas.

Joana Raposo Santos, Inês Moreira Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa

Miguel A. Lopes - Lusa

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PCP acusa ministro de fugir às perguntas

No encerramento de debate, a comunista Paula Santos acusou o Governo de fugir às perguntas.

“Mas senhor ministro, na próxima terça-feira cá nos encontraremos. Também por iniciativa do PCP vai ser ouvido na Comissão de Educação, vai ser obrigado a dar as respostas que são necessárias”, vincou.

A deputada disse não ser aceitável que “por uma opção política desastrosa se esteja a colocar em causa a vida destes jovens”.
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PS quer saber se problemas vão repetir-se na segunda fase

A bancada do PS perguntou ao ministro da Educação se pode garantir que nenhum aluno será prejudicado e se os problemas agora registados não se vão repetir na segunda fase.
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PCP não acredita que classificações sejam publicadas hoje

A líder parlamentar do PCP voltou a intervir para perguntar “como é que vão ser publicadas as classificações e os resultados se esta manhã há professores que ainda aguardam que a plataforma publique itens para serem classificados”.

“Como é que as notas serão publicadas se há agrupamentos cuja verificação de pauta já foi adiada para segunda-feira?”, quis também saber Paula Santos.

A deputada vincou que “os problemas estão longe de estar resolvidos, porque mesmo que sejam publicadas as classificações” falta esclarecer “quais foram as orientações para a classificação das provas”.
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Ministro salienta que "rigor e transparência" nos exames são prioridade

A começar a intervenção, para responder aos partidos, Fernando Alexandre deixou uma primeira palavra aos professores e aos alunos, “dando a garantia de que o rigor, a transparência na avaliação seria sempre a prioridade”. 

Segundo o ministro, quando teve noção da pressão para cumprir o calendário e contra o parecer do Eduqa, decidiu "politicamente" e assumiu "o custo" de adiar em três porque "nada pode pôr em causa o rigor dos exames". 

"Neste momento, o júri nacional de exames tem as condições e a responsabilidade de enviar as notas às escolas", declarou o ministro num momento em que a sua intervenção foi interrompida por deputados.

Apesar das críticas, o ministro repetu que a responsabilidade é do Júri Nacional de Exames.

Fernando Alexandre garantiu que "houve todo um processo de correção de erros" e que perturbou a avaliação, mas "não vai prejudicar as candidaturas ao ensino superior".

"Não há razão nenhuma para adiar o calendário das candidaturas", continuou.

Fernando Alexandre voltou hoje a reconhecer a existência de erros, mas assegurou que os problemas foram corrigidos e não se repetirão durante a segunda fase, cujas provas serão classificadas no mesmo modelo.

"Não quer dizer que não haja ainda processos de melhoria para o próximo ano", ressalvou, acrescentando que a digitalização dos processos de classificação dos exames nacionais "é essencial".

O ministro sublinhou ainda que, pela primeira vez este ano, as cópias das provas classificadas serão enviadas aos alunos, uma medida que não estava inicialmente prevista, mas foi anunciada há duas semanas com o objetivo de assegurar a confiança e transparência do sistema.

Fernando Alexandre disse no parlamento que "todos os alunos poderão ter acesso automaticamente", contrariando, no entanto, a informação do seu gabinete que, na quinta-feira, informou que cabe às escolas decidir se disponibilizam a todos os alunos a cópia dos exames realizados sem que os encarregados de educação solicitem a consulta da prova.
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CDS critica "hipocrisia da esquerda" e apela a mais reformas do ministro

Paulo Núncio considera que se há área que tem sido aposta reformista do Governo é a da Educação. 

“Mais professores, mais meios, mais investimento e, acima de tudo, mais paz social nas escolas”, disse o deputado do CDS-PP. 

Para Núncio só há um problema: “a hipocrisia da esquerda e em especial do PS neste debate”. 

Segundo o deputado, os governantes socialistas pedem a demissão do ministro quando deixaram a escola pública “em pé de guerra”. E dirigindo-se ao ministro apelou a que continue “a reformar a educação em Portugal”.
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PAN critica "trapalhada e processo atabalhoado"

Inês Sousa Real, do PAN, falou numa “trapalhada e processo atabalhoado”, apesar de reconhecer que a reforma nesta área “é fundamental”.

“A digitalização tem de estar ao lado da educação, mas também ao serviço das famílias, dos alunos e dos docentes”, defendeu.

A deputada quis saber se as provas vão estar disponíveis para consulta e se os processos de revisão serão disponibilizados.
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PS diz apoiar digitalização e culpa Governo pelas falhas

Aida Carvalho (PS) frisou que “hoje o sistema educativo está mais pobre, não porque tenha procurado inovar ou apostar na digitalização, mas porque este Governo falhou” aos alunos e famílias.

“O Partido Socialista nunca se opôs à inovação, nunca foi contra a digitalização, pelo contrário”, assegurou a deputada.

“O que nunca aceitaremos é que, em nome de um discurso reformista, se transformem alunos, professores e escolas em meras cobaias de experiências mal concebidas”, explicou.

A socialista afirmou ainda que “uma reforma desta dimensão exige preparação, testes rigorosos, planos de contingência, comunicação clara e uma coordenação eficaz”, sendo que “foi precisamente aí que esse plano falhou”.
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PSD fala do "inabalável sentido de responsabilidade" dos professores e critica PS

Pedro Alves do PSD começou por prestar “um justo agradecimento aos professores portugueses, num momento em que tanto se procurou descredibilizar o processo de classificação dos exames nacionais” e em que os docentes responderam com “profissionalismo, competência e inabalável sentido de responsabilidade”. 

Os professores “são o verdadeiro pilar da escola pública e nunca perderam de vista o que verdadeiramente importa: os alunos”.

O deputado do PSD acusou quem criticou o processo de não respeitar os professores, apontando o dedo ao PS que promoveu a digitalização e a modernização da Educação.

"Curiosamente, o PS critica hoje a reforma que o próprio lançou".
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"Vemo-nos na Comissão Parlamentar de Inquérito", atira Bloco

Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda, frisou que o ministro “mentiu ou falhou sempre” com as promessas relacionadas com os exames nacionais.

“Tenho só uma pergunta para lhe fazer: o que é que correu bem?”, questionou, dirigindo-se a Fernando Alexandre.

“As notas que saíram hoje sairão por responsabilidade dos professores. O que falhou foi tudo por sua causa. Vemo-nos na Comissão Parlamentar de Inquérito”, concluiu.
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Livre lamenta que lamenta falhas e pede garantias ao ministro tranquilidade aos alunos e escolas

“Hoje era o dia em que o senhor ministro provaria que não havia caos nos exames. (...) Mas sem surpresa, nada correu bem”, começou Filipa Pinto. 

Ainda não sendo conhecidos os resultados dos exames, a deputada do Livre acusou o ministro de ter falhado “as previsões”. Depois dos apelos de Fernando Alexandre, para que os professores de disponibilizassem para corrigir exames a horas da fixação dos resultados, vários docentes disseram não ter acesso à plataforma, denunciou o Livre. 

“Sabemos que não foram os professores que se recusaram a classificar provas, como o senhor ministro deu a entender”, apontou. “O que aconteceu foi o mesmo de sempre: a plataforma deu erro ou estava em manutenção”.

O partido pede que o ministro tire conclusões políticas e traga tranquiladade às escolas e à sociedade.
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Chega não quer demissão do ministro mas exige que este resolva os problemas

André Ventura começou por dizer que, “nas últimas semanas, o senhor ministro atirou a culpa para toda a gente menos para si próprio”.

“A culpa foi dos professores, a culpa foi das famílias que marcaram férias de forma imprudente na altura dos exames, a culpa foi dos funcionários que não souberam levar a cabo uma plataforma que já tinha sido testada e que sabíamos que não ia funcionar”, enumerou.

O líder do Chega considerou que “um Governo que passa a culpa a um e a outro e não percebe que quem tutela a Educação tem a responsabilidade” de dar resposta “está a falhar na sua função de ser Governo”.

Ainda assim, disse não pretender a demissão do ministro Fernando Alexandre. “Nós não queremos que pegue nas suas coisas e vá embora; queremos que fique aí a resolver os problemas”, assegurou.
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JPP diz que Governo falhou "no planeamento e na execução"

O deputado do JPP lamenta que o problema dos exames seja não apenas técnico mas “de confiança”. 

“Ninguém é contra a modernização dos serviços públicos, mas modernizar não pode significar improvisar”, disse Filipe Sousa, acusando o Estado de ter falhado “no planeamento e na sua execução”.
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PS quer saber se alunos vão receber link para visualizar os exames

O socialista Porfírio Silva quis saber o que vai ser feito para “recolocar nos eixos a vida de todos os lesados deste ensarilhamento”.

“Ainda mantém que todos os alunos receberão links para visualizarem as suas provas sem mais delongas ou burocracias?”, começou por questionar o deputado, dirigindo-se ao ministro da Educação.

Entre várias outras questões, Porfírio Silva perguntou se “vai ser preciso pagar para pedir reapreciação” e se o Governo “terá mais alguma alteração ao calendário para o adaptar à realidade dos acontecimentos”.
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IL diz que ministro "chumbou" no processo dos exames

"Um Governo aos papéis", começou Angélique da Teresa. 

A polémica dos exames "começou nos agrafos, depois passou para um problema de software, de logística, professores de uma disciplina com exames de outra, imprudência dos pais e acusações de boicote".

“Hoje as pautas devem ser afixadas, ainda não sabemos a que custo”, frisou a deputada liberal. 

“O senhor ministro conseguiu o pleno num processo que tinha a obrigação de ser bem gerido. Mas chumbou”, disse. “O senhor ministro chumbou"
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PCP condena "procedimento experimentalista" que fez dos alunos "cobaias"

Paula Santos, líder parlamentar do PCP, afirmou que os problemas com os exames nacionais são "a prova provada de que o Governo decidiu avançar com um procedimento experimentalista sem estar devidamente testado, em que os estudantes foram as cobaias e os professores o bode expiatório de um problema criado pelo Governo".

"O caos nos exames não está dissociado do desmantelamento do Ministério da Educação. Denunciámos no ano passado que estávamos perante a imposição de uma alteração radical feita à revelia das instituições", afirmou a deputada.

A comunista defendeu ainda que "a afixação dos resultados dos exames não pode ser feita de qualquer maneira nem é um mero ato administrativo. Tem de garantir rigor".

Avisou ainda que "serão certamente muitos os pedidos de reapreciação, dada a falta de fiabilidade do procedimento adotado".

"Com toda esta trapalhada neste final de ano letivo que ainda está por concluir, com os professores assoberbados, como está a ser preparado o próximo ano letivo?", questionou, desafiando o ministro da Educação a garantir que não vai haver constrangimentos.
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Lusa / Adicionar como fonte informativa

Todos os exames estão classificados e pautas serão afixadas hoje

O ministro da Educação confirmou hoje que todos os exames nacionais do ensino secundário estão classificados e antecipou que, por isso, as pautas serão afixadas até ao final do dia.

"O Júri Nacional de Exames tem todas as classificações prontas para distribuir às escolas", disse Fernando Alexandre, acrescentando que não antecipa "razão nenhuma para que hoje não sejam publicadas todas as notas de todos os exames".

O balanço foi feito pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação numa breve declaração aos jornalistas, na Assembleia da República, antes do início do debate de urgência requerido pelo PCP.

 

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Começou o debate

Paula Santos, deputada do PCP, abriu o debate com uma intervenção.
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Inês Moreira Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa

Fenprof apresenta queixa à Procuradoria-Geral da República

Os representantes da Fenprof já estão na Procuradoria-Geral da República para entregar uma queixa contra o Governo por causa dos problemas no processo dos exames nacionais e com o objetivo de "apurar responsabilidades". O secretário-geral da entidade anunciou que ainda há professores a receber itens para corrigir.

António Antunes - RTP

O secretário-geral da entidade sindical explicou à RTP que a queixa visa "apurar responsabilidades" políticas e técnicas. José Feliciano Costa adiantou que a Fenprof considera que há também uma "prática de ilícito criminal".

"Ao longo deste processo, o que foi exigido aos professores é que fizessem a classificação dos itens que iam sendo recebidos, sem todos os elementos necessários", afirmou.


Segundo o responsável, os professores iam recebendo as provas e "foram pressionados para dar classificações de provas, mas faltavam todos os elementos".

Como foi apontado nos últimos dias, "havia itens elegíveis, itens que faltavam". Tudo isto, para a Fenprof, "constitui uma prática de ilícito criminal, porque não são dadas todas as condições a quem quer classificar provas de exames nacionais".

Os resultados devem ser afixados durante a tarde desta sexta-feira. Mas José Feliciano Costa indicou que há informação de professores que ainda esta manhã têm estado a receber itens para corrigir.

O responsável voltou a desmentir que haja falta de professores classificadores.

"Há, neste momento, professores que se disponibilizaram para serem professores classificadores e não foram contactados ainda".
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Resultados dos exames devem ser afixados esta tarde

Mais de 166 mil alunos aguardam hoje pela afixação dos resultados dos exames nacionais do ensino secundário. Deverá acontecer só ao final da tarde.

A primeira fase ficou marcada por vários constrangimentos, como falhas na digitalização e problemas no acesso à plataforma de classificação.

Foram realizadas mais de 300 mil provas foram realizadas.

A Fenprof deve entregar, também hoje, uma queixa na Procuradoria-Geral da República contra o Governo. A federação diz que quem governa é que falhou e por isso considera que o ministro da Educação não tem condições para continuar no cargo.
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Exames nacionais. Milhares de alunos esperam divulgação das notas

Estava prevista para terça-feira mas foi adiada para esta sexta-feira a afixação das pautas dos exames nacionais do ensino secundário. Milhares de alunos aguardam a divulgação das notas das provas, num processo marcado por atrasos, problemas técnicos e falta de professores classificadores.

Filipe Silva - RTP

Depois de ter admitido na quinta-feira a possibilidade de as pautas não serem afixadas. O ministro da Educação saiu ao final do dia do debate do estado da nação no parlamento confiante que todas as notas dos exames serão publicadas esta tarde.

O ministro Fernando Alexandre que vai estar esta manhã no parlamento para um debate de urgência, requerido pelo PCP, sobre os exames nacionais.

O Movimento Missão Escola Pública acredita que as pautas vão aparecer mais logo nas escolas, como promete o Governo. No entanto, ao longo do dia de ontem nenhuma disciplina tinha pauta completa.

Assim, a porta-voz do movimento, Cristina Mota, considera que o prazo para publicar as notas deve estender-se até ao final da tarde.

Os estabelecimentos de ensino não pedem afixar as notas com os exames sem terem acesso às classificações, frisou Filinto Lima em declarações à RTP Notícias.

"Até este momento (...) ainda não temos sinal que as classificações possam chegar às escolas. Temos que aguardar", frisou o presidente da Associação Nacional de Diretores das Escolas Públicas que acrescentou que o Governo não divulgou a que hora é que as classificações poderiam chegar.

Para Filinto Lima, "vai ser uma tarde longa. Estamos muito ansiosos para afixar as pautas. E os nossos alunos estão muito ansiosos para as consultar".

As classificações vão chegar às escolas por via digital e posteriormente em papel "onde os alunos realizaram as provas".

O presidente da Associação Nacional de Diretores das Escolas Públicas espera que "esta novela mexicana" termine e realçou que os professores "foram os heróis nacionais deste momento". 

Sobre a consulta dos exames, o Ministério da Educação esclareceu, na última noite, que cabe às escolas decidir se disponibilizam a cópia dos exames a todos os alunos, sem requerimento para consulta da prova.

Antes deste esclarecimento à Agência Lusa, o EduQA, Instituto de Avaliação Educativa, em reunião com a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, durante a tarde, tinha dito que todo o acesso às provas tinha de ser feito através de pedido formal.1.ª fase marcada por vários constrangimentos
Com mais de 300 mil provas realizadas em papel, a implementação do processo de classificação digital, que acontece pela primeira vez, implicou a digitalização de milhões de folhas de resposta, posteriormente distribuídas pelos professores para classificação.

Os problemas começaram a surgir, desde logo, com o exame de Português – o primeiro realizado pelos alunos – que tardou a chegar aos classificadores por “dificuldades técnicas”, segundo o Júri Nacional de Exames (JNE).

Aos primeiros atrasos na disponibilização das provas, seguiram-se relatos de folhas mal digitalizadas, respostas incompletas por falta de folhas de continuação e dificuldades na plataforma de classificação.“[As dificuldades] estão a ser resolvidas, nós continuamos dentro dos prazos previstos”, afirmou o ministro da Educação, Ciência e Inovação no dia 29 de junho, seis dias após o arranque do processo de classificação.

Na mesma semana, o Governo acabou por anunciar o adiamento da divulgação dos resultados, de 14 para 17 de julho.

De acordo com o novo calendário, os professores teriam até às 23h59 do dia 14 de julho para classificar os exames nacionais – mais quatro dias do que inicialmente previsto –, mas, a poucas horas do fim do prazo, o Ministério prolongou-o por mais 24 horas.


Na altura, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) garantiu que o prolongamento do prazo não punha em causa a afixação das pautas, mas na quinta-feira ainda havia provas por classificar.

"Estamos com dificuldades em conseguir que haja professores classificadores para algumas provas", disse Fernando Alexandre na quinta-feira, justificando o atraso na conclusão do processo.

Por outro lado, na reta final do processo, os docentes continuavam a receber novos itens para classificar, devido a falhas identificadas durante a verificação e validação do sistema.Entre folhas de continuação com repostas e novas digitalizações, alguns professores tiveram mesmo de classificar itens que já tinham avaliado, merecendo, por isso, um pedido de desculpas por parte do ministro da Educação.

Depois da publicação das pautas, os alunos que queiram repetir a avaliação deverão inscrever-se na 2.ª fase, inicialmente prevista para começar a 16 de julho, mas que arranca apenas na tarde de 20 de julho e termina a 24 de julho, em vez de 22 de julho.


Poderão também pedir a reapreciação da prova, dispondo de dois dias úteis para formalizar o pedido, após receberem a cópia do exame.

Professores e diretores escolares admitem que este ano o número de pedidos possa aumentar, devido aos constrangimentos registados durante o processo de classificação.

c/Lusa
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