Demissão Campos e Cunha deve-se a discurso "demasiado pessimista" - PEV

O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) afirmou hoje que a demissão de Campos e Cunha é a "primeira brecha do mega-edifício da maioria absoluta" socialista e resulta de um discurso "demasiado pessimista" do ex-ministro em período eleitoral.

Agência LUSA /

"Esta demissão é a primeira brecha do mega-edifício da maioria absoluta do Partido Socialista", disse à Agência Lusa a dirigente do PEV Manuela Cunha.

Para o PEV, a saída de Campos de Cunha do Governo deveu-se a um discurso "demasiado pessimista e que ia contra as promessas eleitorais feitas por José Sócrates", o que "não abonava em nada o PS numa altura em que se está a iniciar um período eleitoral".

Manuela Cunha não quis comentar a nomeação do presidente da Comissão de Mercados e Valores Mobiliários (CMVM), Fernando Teixeira dos Santos, para suceder a Campos e Cunha, salientando que "quem manda e quem toma as decisões no Governo é o primeiro-ministro".

"Como tal, esta nomeação não deverá trazer nada de diferente", acrescentou.

Fonte oficial disse à Agência Lusa que Luís Campos e Cunha pediu a demissão por motivos pessoais, familiares e cansaço.

Segundo uma nota da Casa Civil da Presidência da República, o chefe de Estado, Jorge Sampaio, recebeu hoje o primeiro-ministro, José Sócrates, que lhe propôs a exoneração de Campos e Cunha e a sua substituição por Fernando Teixeira dos Santos.

Jorge Sampaio "aceitou ambas as propostas", tendo a posse do novo ministro de Estado e das Finanças sido marcada para quinta-feira, às 12:00, no Palácio de Belém, lê-se na nota oficial.


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