Demitem-se chefes de equipa de urgência do hospital D. Estefânia

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Os chefes de equipa de urgência do hospital D. Estefânia, em Lisboa, apresentaram hoje a sua demissão à administração, considerando que houve "quebra do compromisso" feito pela instituição de contratar mais médicos.

O anúncio, feito hoje, refere que os médicos consideram que a situação "é insustentável".

A demissão foi apresentada por todos os chefes de equipa e coordenadores daquele serviço, num total de dez. A decisão tinha sido comunicada ao hospital no dia 1 de outubro, para dar tempo de ser encontrada uma solução. Sem respostas, a demissão foi assumida esta quarta-feira.

O bastonário dos Médicos, que tinha marcado para hoje uma visita àquele hospital de Lisboa esteve reunido com a administração, depois de ter criticado, na terça-feira, as "graves carências de recursos humanos" na instituição.

Miguel Guimarães pede à ministra da Saúde que olhe com atenção para esta demissão em bloco.O bastonário diz que não há médicos que queiram assumir estas funções, pois são funções muito complexas para exercer sem os meios adequados e lembra que são necessários pelo menos 11 especialistas no hospital.

Miguel Guimarães fala mesmo de uma situação de "urgência nacional" no D. Estefânia.

O diretor clínico do hospital refere que a contratação está fora das competências do Conselho de Administração, que está "de mãos atadas".

Ministra garante que vai acompanhar situação

Na comissão parlamentar de Saúde, a ministra Marta Temido foi questionada sobre o pedido de demissão dos chefes de equipa de urgência do hospital pediátrico Dona Estefânia e indicou não ter muita informação, mas adiantou que acompanhará a situação.

"Apenas tenho informações que me vão chegando", afirmou.

A ministra disse ainda que as demissões de responsáveis hospitalares podem ser vistas de duas formas: "ou como sinais de que algo não vai bem ou como formas de descredibilizar o sistema".

"Prefiro sempre encará-las como sinais de que algo não vai bem e que é preciso melhorar", disse aos deputados, afirmando que há mais hospitais a necessitar de reforço de meios.


No Parlamento, a ministra da Saúde veio dizer, a propósito da falta de especialistas no D. Estefânia, que está em preparação um concurso de recém-especialistas, que inclui 460 vagas hospitalares.

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