Dentro de 50 anos haverá um medicamento para prolongar a longevidade, especialista espanhol

Lisboa, 03 Abr (Lusa) - O especialista espanhol em medicina preventiva Javier Güell estima que dentro de 50 anos haverá um medicamento que vai permitir viver mais tempo e com melhor qualidade.

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"Dentro de meio século haverá algum tipo de medicamento que alargue um pouco mais o período de vida e com qualidade", previu, em entrevista à agência Lusa, o médico cardiologista que tem dedicado os últimos 10 anos à medicina anti-envelhecimento.

Segundo Javier Güell, que publicou recentemente um livro em Portugal, a investigação na área do anti-envelhecimento tem tido avanços significativos e já permitiu, por exemplo, ensaios com medicamentos que melhoram os níveis de oxidação do organismo, beneficiando o seu correcto funcionamento.

A medicina anti-envelhecimento (antiaging) tem precisamente como objectivo estudar os mecanismos que causam o envelhecimento e actuar para retardar os processos degenerativos.

"O objectivo é que quem vive actualmente consiga atingir uma idade em que os avanços médicos e de investigação já tenham possibilitado a criação de medicamentos para nos prolongar a vida", explicou.

O método que Güell aconselha baseia-se nos princípios saudáveis do senso-comum: alimentação saudável, prática de exercício físico regular, não fumar, não consumir álcool nem drogas, dormir pelo menos sete horas por noite e fazer exames médicos com regularidade.

Aliás, a medicina convencional é um pilar fundamental deste método, que considera essencial o diagnóstico precoce dos factores de risco de contrair doenças.

Combater o stress, a depressão e estar emocional e psiquicamente em equilíbrio são outras das premissas básicas defendidas por Güell.

A actividade sexual, desde que praticada em segurança, também contribui para a longevidade, sobretudo porque ajuda a melhorar a performance emocional.

O médico cardiologista acredita que, teoricamente, se aplicarmos à risca todos os seus princípios, conseguimos viver com qualidade até aos 128 anos, o potencial biológico máximo até agora experimentado, por uma mulher sul-americana.

No entanto, admite que nem todos estamos ainda em condições para atingir essa idade, porque a nossa longevidade também está dependente da dos nossos antepassados.

"Actualmente, 60 por cento da nossa vida tem qualidade e é vivida com saúde. O ideal é transformarmos estes 60 por cento em 95 por cento", resume.

ARP.


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