Derrocada. Uma tragédia anunciada de resolução difícil

Derrocada. Uma tragédia anunciada de resolução difícil

Pelo menos duas pessoas morreram e o número de desaparecidos é ainda indeterminado, na sequência do deslizamento de terras que levou ao abatimento da Estrada Nacional 255 entre Vila Viçosa e Borba.

Antena 1 /
A Proteção Civil Distrital de Évora informou que pode durar dias ou até semanas a operação de resgate das vítimas que foram esta segunda-feira arrastadas para o interior de uma pedreira, depois da derrocada da estrada.

José Ribeiro, comandante distrital de Operações de Socorro de Évora realçou que a operação no terreno é um desafio difícil e delicado.

José Ribeiro explicou ainda que para esta terça-feira, está prevista uma reunião, o mais cedo possível, para que todos os responsáveis envolvidos nesta operação avaliem os procedimentos a tomar.



Há pelo menos quatro anos que a falta de segurança no troço já tinha sido identificada, como explicou à agência Lusa, o bastonário da Ordem dos Engenheiros, Carlos Mineiro Aires.



A estrada que liga Vila Viçosa a Borba passou a ser gerida em 2005 por estes dois municípios, mas o presidente da Câmara Municipal de Borba, António Anselmo, diz que depois de reuniões entre a autarquia e os industriais das pedreiras, está de consciência tranquila.



O alerta para a derrocada foi dado segunda-feira pelas 16h00. As pessoas caíram para uma pedreira com cerca de 50 metros de profundidade.
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