Desavenças de negócios na origem do duplo homicídio e suicídio em Santa Maria da Feira

Porto, 01 Abr (Lusa) - Desavenças de negócios e um processo de divórcio estarão na origem do duplo homicídio seguido de suicídio hoje ocorridos, em Paços de Brandão, Santa Maria da Feira, disse à Lusa fonte da GNR.

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A sucessão de acontecimentos iniciou-se cerca das 10:30, quando um homem de 46 anos, dono da oficina de bate-chapas e pintura de automóveis AutoRest Lda, situada na Zona Industrial de Pousado, matou a mulher a tiro, com uma caçadeira.

O crime ocorreu na própria oficina, situada no rés-do-chão do restaurante "Grelha das Brévias", onde a vítima trabalhava.

Consumado o acto, o pintor de automóveis meteu-se no carro e dirigiu-se ao centro de Paços de Brandão, onde matou a tiro o cunhado, no restaurante "Rambóia", de que a vítima era proprietária.

Testemunhas referiram à Lusa que o homicida alvejou também o cozinheiro do restaurante, que se atirou para o chão, mantendo-se imóvel, fingindo-se morto.

Julgando o cozinheiro morto, o homicida regressou ao seu carro e guiou mais um quilómetro até ao Parque da Quinta do Engenho Novo, onde saiu da viatura e se suicidou.

Tudo terá ocorrido em cerca de 25 minutos.

Populares disseram à agência Lusa que as vítimas e o homicida eram todos muito conhecidos em Paços de Brandão.

As mesmas fontes referiram que havia desavenças de negócios, entre o homicida e o cunhado, desde que se tinha desfeito a sociedade entre ambos no restaurante "Rambóia".

O homicida criou depois o restaurante "Grelha das Brévias", onde a mulher trabalhava, mas, entretanto, envolveu-se também com esta num processo de divórcio, tendo comentado a amigos nos últimos dias que se ia suicidar.

O casal deixa dois filhos, um rapaz de 11 anos e uma rapariga de 16, enquanto o cunhado tinha um filho, com 17 anos.

Os três jovens foram levados pelo INEM para uma consulta de aconselhamento psicológico a cargo do Serviços de Apoio Social da Câmara de Santa Maria da Feira.

A Polícia Judiciária prossegue a investigação deste caso.

PF.

Lusa/Fim


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