Descarga na Aguieira inunda Mosteiro de Santa Clara-a-Velha

As câmaras de Coimbra, Figueira da Foz, Soure e Montemor-o-Velho querem saber o que levou à descarga abrupta de segunda-feira na barragem da Aguieira. As águas inundaram várias zonas da região e destruíram investimentos de vários milhões de euros, desde logo no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha.

Miguel Soares /

Foto: Rui Farinha - Lusa

As perguntas e as queixas dos autarcas já foram encaminhadas para a Agência Portuguesa do Ambiente.

Esta segunda-feira a EDP deu ordem para abrir as comportas da barragem da Aguieira devido às fortes chuvas que caíram na região, mas para os autarcas a forma como este procedimento decorreu não foi a mais correta.

Segundo os autarcas, a abertura das comportas poderia ter sido feita de forma gradual. É preciso encontrar responsáveis, defendem.

Por sua vez, a Direção Regional da Cultura (DRC) do Centro exige o apuramento de responsabilidades pelos danos causados pelas cheias no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra.

Fonte da DRC sublinha que, depois de um investimento de 16 milhões de euros em trabalhos de recuperação, a água inundou quase por completo o mosteiro.
Ministério atento

O ministro da Cultura, João Soares,não quer para já alongar-se em comentários e diz que estão a ser apuradas responsabilidades.

Contactada pela Antena 1 a EDP lembra, em comunicado, que a exploração do sistema Aguieira/Raiva/Fronhas é feita em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente, à qual compete a decisão final no que respeita aos caudais lançados pela Raiva que se reflete na exploração da Aguieira.

A empresa sublinha também que compete à agência o aviso às diversas entidades.
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