País
Descarga na Aguieira inunda Mosteiro de Santa Clara-a-Velha
As câmaras de Coimbra, Figueira da Foz, Soure e Montemor-o-Velho querem saber o que levou à descarga abrupta de segunda-feira na barragem da Aguieira. As águas inundaram várias zonas da região e destruíram investimentos de vários milhões de euros, desde logo no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha.
Foto: Rui Farinha - Lusa
Esta segunda-feira a EDP deu ordem para abrir as comportas da barragem da Aguieira devido às fortes chuvas que caíram na região, mas para os autarcas a forma como este procedimento decorreu não foi a mais correta.
Segundo os autarcas, a abertura das comportas poderia ter sido feita de forma gradual. É preciso encontrar responsáveis, defendem.
Por sua vez, a Direção Regional da Cultura (DRC) do Centro exige o apuramento de responsabilidades pelos danos causados pelas cheias no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra.
Fonte da DRC sublinha que, depois de um investimento de 16 milhões de euros em trabalhos de recuperação, a água inundou quase por completo o mosteiro.
Ministério atento
O ministro da Cultura, João Soares,não quer para já alongar-se em comentários e diz que estão a ser apuradas responsabilidades.
Contactada pela Antena 1 a EDP lembra, em comunicado, que a exploração do sistema Aguieira/Raiva/Fronhas é feita em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente, à qual compete a decisão final no que respeita aos caudais lançados pela Raiva que se reflete na exploração da Aguieira.
A empresa sublinha também que compete à agência o aviso às diversas entidades.