Descendente de filósofo chinês Confúcio dá conferência na Universidade do Minho
O Instituto Confúcio da Universidade do Minho recebe dia 30 em Braga o académico chinês Kong Linghong, descendente do filósofo Confúcio (74ª geração), que vem proferir uma conferência sobre "A sua relevância na China e no Mundo de Hoje".
Sun Lam, uma das responsáveis executivas do Instituto Confúcio, adiantou que Kong Linghong, um eminente estudioso da filosofia chinesa, fará duas palestras, uma mais orientada para a Filosofia Confuciana e outra mais vertendo sobre a Filosofia Taoista.
A iniciativa, que se integra no Plano de Actividades para 2007, tem a cooperação do Curso de Filosofia da Universidade do Minho.
"Se o judeo-cristinanismo e a filosofia grega se devem considerar as mais significativas origens da civilização europeia, paralelamente, o Confucionismo e o Taoismo constituem as mais significativas origens do pensamento chinês", disse Sun Lam, justificando assim o convite a Kong Linghong para proferir duas palestras.
O Instituto Confúcio da Universidade do Minho, o primeiro a ser criado em Portugal por iniciativa do Governo da República Popular da China, começou já a dar aulas de chinês a alunos do ensino básico ou secundário em três escolas de Braga, Porto e Paredes.
Sun Lam, também docente de chinês, adiantou que o ensino extra-curricular da língua chinesa abrange sete turmas, de seis a 15 alunos cada, com idades a partir dos seis anos.
As aulas decorrem nos Colégios, Luso Internacional, de Braga, Rosário, do Porto, e na Casa da Mãe, de Paredes, havendo já outros estabelecimentos de ensino públicos interessados em introduzir o chinês no próximo ano lectivo.
O Instituto Confúcio, da Universidade do Minho, o único activo em Portugal, dedica-se ao ensino do mandarim, à difusão da cultura e da arte chinesas e à ligação ao meio empresarial.
A sua instalação em Braga resulta de uma parceria entre o Gabinete Nacional de Divulgação do Chinês no Mundo e a Universidade do Minho.
Sun Lam frisou que, "a médio prazo, a intenção do Governo chinês é a de conseguir introduzir o ensino do mandarim ao nível do secundário em Portugal".
Os docentes Sun Lam e Luís Cabral, responsáveis pelo arranque do ensino do chinês na instituição em 1991, sublinham que o Instituto funciona em cooperação com a licenciatura em Estudos Orientais do Instituto de Letras e Ciências Humanas, onde se ensina chinês e japonês a 50 alunos.
Nesta área, será lançado um Mestrado em Estudos Chineses no ano lectivo 2007/8, dado por dois docentes com doutoramento e três mestres da Universidade, com a colaboração de professores vindos do Reino Unido e da China.
A sua acção passa, também, por cursos de carácter mais técnico como do de "Chinês para turismo" que se iniciou em 2006 e se prolonga por dois anos.
As instalações provisórias do Instituto Confúcio foram visitadas em 2005 pelo primeiro-ministro da República Popular da China, acto a que se seguiu a assinatura de um protocolo com a Universidade de Línguas Estrangeiras de Tianjin.
A Universidade do Minho mantém, há pelo menos uma década, cooperação com universidades chinesas e com o governo chinês, através do Han Ban - Gabinete de Apoio ao Ensino do Chinês como Língua Estrangeira, do Ministério de Educação da China.