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Deslizamento de terra obriga à retirada de 13 pessoas em Leiria

Deslizamento de terra obriga à retirada de 13 pessoas em Leiria

Um deslizamento de terra hoje de madrugada obrigou à retirada de 13 pessoas, em São Romão, no concelho de Leiria, disse à agência Lusa o vereador da Proteção Civil, que revelou que uma outra habitação está a ser monitorizada.

Lusa /

"Verificou-se um deslizamento de terras numa das encostas de São Romão. Retirámos, até so momento, 13 pessoas. E já estamos a proceder a vistorias para notificar os proprietários, que é uma parte privada, para também procedermos às reparações necessárias", explicou Luís Lopes.

Segundo o vereador, um dos objetivos é repor o acesso às habitações todas, porque "algumas ficaram muito condicionadas por parte de um caminho que foi também muito danificado".

As 13 pessoas retiradas viviam nas habitações por baixo de uma encosta, mas a Proteção Civil está a monitorizar uma outra habitação na parte superior do talude.

"Estamos a verificar a sua estabilidade, uma vez que uma parte das fundações ficou à mostra e temos de ter a certeza de que não há dano estrutural que possa colocar em causa os moradores", acrescentou.

Luís Lopes explicou que se tratou de "um movimento de massas considerável", que envolve "umas toneladas valentes de terras que se movimentaram", pelo que "ainda vai levar alguns dias até se conseguir repor".

O autarca salientou que "as condições meteorológicas não têm sido nada favoráveis e a acumulação de água nos solos tem contribuído para este tipo de situações".

Esperando que nos próximos dias a situação meteorológica melhore, Luís Lopes espera que seja possível realizar uma "intervenção para repor alguma normalidade e as pessoas poderem regressar o mais rápido possível às suas casas".

Dezasseis pessoas morreram em Portugal continental na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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