Despoluição do Corgo em Vila Pouca de Aguiar vai custar 3,2 milhões de euros

A despoluição do rio Corgo, em Vila Pouca de Aguiar, vai custar 3,2 milhões de euros e estará concluída em 2006, anunciou hoje o presidente da Câmara Municipal.

Agência LUSA /

Domingos Dias disse à agência Lusa que aquela verba será aplicada na construção de uma rede de saneamento em 11 aldeias e numa Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR).

Segundo o autarca, os esgotos de parte desta vila e de 11 aldeias do Vale Sul do concelho, com num total de quatro mil habitantes, estão a ser lançados directamente no rio Corgo.

Apesar de as análises regulares feitas à qualidade da água revelarem que o rio "não está impróprio" para banhos, a verdade é que são "grandes as preocupações" relativamente à poluição no Corgo.

Por isso, a autarquia está a avançar com o projecto de construção da rede de esgotos nas 11 aldeias do Vale Sul do concelho e, segundo Domingos Dias, a partir de Junho a maior parte destas localidades já estarão em obra.

A construção desta rede de saneamento vai custar dois milhões de euros, que sairão de verbas da autarquia e de fundos comunitários.

A cargo da empresa intermunicipal Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro está a construção do emissário que vai atravessar todo o vale e drenar os esgotos para a estação de tratamento de águas de Vila Pouca de Aguiar, onde serão sujeitos a tratamento.

Segundo fonte da empresa, estas duas obras, com um custo previsto de 1,2 milhões de euros, serão consignadas na próxima semana e o prazo de execução é de um ano.

"Em 2006 o rio Corgo estará totalmente despoluído", garantiu Domingos Dias.

Desde Março de 2004 está em funcionamento a ETAR de Vila Real, num investimento de cerca de cinco milhões de euros, para onde estão a ser drenados todos os esgotos das margens dos rios Corgo e Cabril.

O rio Corgo nasce no centro da vila de Vila Pouca de Aguiar, atravessa o concelho de Vila Real e desagua no rio Douro, junto ao Peso da Régua.

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