País
Detido suspeito de homicídio do presidente do Intermarché
O presumível homicida do presidente do grupo Os Mosqueteiros em Portugal foi detido esta quinta-feira no Sul de França, anunciou o Departamento de Investigação Criminal de Leiria da Polícia Judiciária.
O corpo do empresário portuense de 41 anos foi encontrado ao início da tarde de terça-feira num apartamento de Leiria. António Figueira, que era também proprietário dos supermercados Intermarché em Marrazes e Pousos (Leiria) e das unidades da Marinha Grande e de Ourém, estava dado como desaparecido desde domingo.
No mesmo dia, a Polícia Judiciária identificava o presumível homicida como Marc Lastavel, um cidadão francês de 52 anos. A fotografia do suspeito foi de imediato distribuída à PSP, à GNR e ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Em simultâneo era emitido um mandado de captura europeu.
A Polícia Judiciária indicou que Marc Lastavel foi detido na cidade francesa de Pau "no cumprimento de um mandado de detenção europeu emitido pelo Ministério Público do Tribunal Judicial de Leiria".
"O suspeito da autoria do crime, cidadão francês, deslocava-se ainda no veículo pertencente à vítima, presidente do Grupo Mosqueteiros do Intermarché, quando foi abordado por uma patrulha de trânsito no Sul de França", explicou o Departamento de Investigação Criminal de Leiria.
A "rápida detenção" do presumível homicida, assinala a Judiciária, "só foi possível graças ao elevado grau de cooperação existente entre as autoridades judiciais e policiais de Portugal e de França".
Homicídio cometido no domingo
O principal suspeito do homicídio residia no apartamento onde a Polícia Judiciária encontrou o corpo do presidente do conselho de administração do grupo Os Mosqueteiros em Portugal.
O apartamento em causa, situado na Rua das Olhalvas, em Leiria, era propriedade de António Figueira e tinha sido cedido a Marc Lastavel.
O empresário português terá sido atingido "a tiro de espingarda, pelas costas" e à queima-roupa, segundo uma fonte policial citada pela Agência Lusa.
António Figueira terá ainda sido agredido como "uma coronhada no rosto" e depois manietado e colocado debaixo de uma cama, de forma a ficar impedido de solicitar ajuda.
Crime planeado
A Polícia Judiciária dispõe de elementos que apontam para a possibilidade de Marc Lastavel ter atraído o empresário ao apartamento para consumar o homicídio.
"Terá havido um projecto criminoso, um plano, e a vítima terá sido atraída àquele local. O autor queria eliminá-lo", afirmou em conferência de imprensa o coordenador do Departamento de Investigação Criminal de Leiria, Carlos do Carmo.
O cidadão francês teria combinado encontrar-se com o empresário perto das 21h00 no apartamento que ocupava.
António Figueira pretendia reaver o apartamento, assim como o carro que havia confiado ao suspeito durante uma relação comercial entretanto quebrada.
Lastavel terá usado como pretexto para cometer o crime a devolução da casa a António Figueira.
"Recalcamentos"
"Durante dois anos, o suspeito trabalhou para a vítima como director-geral de uma loja no Intermarché de Leiria, tendo sido despedido em Abril", indicou Carlos do Carmo.
Já depois de ter sido despedido, o presumível homicida continuou a habitar o apartamento do empresário, que procurou impedir, "mesmo com corte de água, luz e gás", que Marc Lastavel ali permanecesse.
"O suspeito não terá gostado da situação e provavelmente originaram-se recalcamentos que tiveram este final", admitiu o responsável da Polícia Judiciária.
O empresário deslocou-se no domingo com um dos seus actuais gerentes ao apartamento ocupado por Marc Lastavel. Mas este último terá insistido em ficar a sós com António Figueira, que pediu ao funcionário que o acompanhara para deixar o local.
Consumado o homicídio, o suspeito ainda se dirigiu a casa da vítima, tendo transportado "três volumes". "Mas saiu apenas com dois", adiantou Carlos do Carmo, sem no entanto revelar o conteúdo dos volumes.
O coordenador da Polícia Judiciária referiu-se ao suspeito como "uma pessoa cerebral, que foi capaz de arquitectar um plano e executá-lo e de ter a frieza de se deslocar à residência da vítima, onde havia familiares".
A Polícia Judiciária vai agora remeter uma carta rogatória às autoridades francesas para solictar um conjunto de diligências de prova. O passo seguinte deverá ser o pedido de extradição.
No mesmo dia, a Polícia Judiciária identificava o presumível homicida como Marc Lastavel, um cidadão francês de 52 anos. A fotografia do suspeito foi de imediato distribuída à PSP, à GNR e ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Em simultâneo era emitido um mandado de captura europeu.
A Polícia Judiciária indicou que Marc Lastavel foi detido na cidade francesa de Pau "no cumprimento de um mandado de detenção europeu emitido pelo Ministério Público do Tribunal Judicial de Leiria".
"O suspeito da autoria do crime, cidadão francês, deslocava-se ainda no veículo pertencente à vítima, presidente do Grupo Mosqueteiros do Intermarché, quando foi abordado por uma patrulha de trânsito no Sul de França", explicou o Departamento de Investigação Criminal de Leiria.
A "rápida detenção" do presumível homicida, assinala a Judiciária, "só foi possível graças ao elevado grau de cooperação existente entre as autoridades judiciais e policiais de Portugal e de França".
Homicídio cometido no domingo
O principal suspeito do homicídio residia no apartamento onde a Polícia Judiciária encontrou o corpo do presidente do conselho de administração do grupo Os Mosqueteiros em Portugal.
O apartamento em causa, situado na Rua das Olhalvas, em Leiria, era propriedade de António Figueira e tinha sido cedido a Marc Lastavel.
O empresário português terá sido atingido "a tiro de espingarda, pelas costas" e à queima-roupa, segundo uma fonte policial citada pela Agência Lusa.
António Figueira terá ainda sido agredido como "uma coronhada no rosto" e depois manietado e colocado debaixo de uma cama, de forma a ficar impedido de solicitar ajuda.
Crime planeado
A Polícia Judiciária dispõe de elementos que apontam para a possibilidade de Marc Lastavel ter atraído o empresário ao apartamento para consumar o homicídio.
"Terá havido um projecto criminoso, um plano, e a vítima terá sido atraída àquele local. O autor queria eliminá-lo", afirmou em conferência de imprensa o coordenador do Departamento de Investigação Criminal de Leiria, Carlos do Carmo.
O cidadão francês teria combinado encontrar-se com o empresário perto das 21h00 no apartamento que ocupava.
António Figueira pretendia reaver o apartamento, assim como o carro que havia confiado ao suspeito durante uma relação comercial entretanto quebrada.
Lastavel terá usado como pretexto para cometer o crime a devolução da casa a António Figueira.
"Recalcamentos"
"Durante dois anos, o suspeito trabalhou para a vítima como director-geral de uma loja no Intermarché de Leiria, tendo sido despedido em Abril", indicou Carlos do Carmo.
Já depois de ter sido despedido, o presumível homicida continuou a habitar o apartamento do empresário, que procurou impedir, "mesmo com corte de água, luz e gás", que Marc Lastavel ali permanecesse.
"O suspeito não terá gostado da situação e provavelmente originaram-se recalcamentos que tiveram este final", admitiu o responsável da Polícia Judiciária.
O empresário deslocou-se no domingo com um dos seus actuais gerentes ao apartamento ocupado por Marc Lastavel. Mas este último terá insistido em ficar a sós com António Figueira, que pediu ao funcionário que o acompanhara para deixar o local.
Consumado o homicídio, o suspeito ainda se dirigiu a casa da vítima, tendo transportado "três volumes". "Mas saiu apenas com dois", adiantou Carlos do Carmo, sem no entanto revelar o conteúdo dos volumes.
O coordenador da Polícia Judiciária referiu-se ao suspeito como "uma pessoa cerebral, que foi capaz de arquitectar um plano e executá-lo e de ter a frieza de se deslocar à residência da vítima, onde havia familiares".
A Polícia Judiciária vai agora remeter uma carta rogatória às autoridades francesas para solictar um conjunto de diligências de prova. O passo seguinte deverá ser o pedido de extradição.