Dezoito detidos e quatro GNR feridos na Caparica
Uma participação à GNR, por moradores do bairro do Asilo, no Monte da Caparica, devido a barulho excessivo numa festa, acabou em confrontos. Foram detidas 18 pessoas e quatro militares ficaram feridos, veio rectificar a GNR ao final da manhã, depois de terem sido avançados diferentes números. A GNR mantém uma patrulha no local "apenas por prevenção" e garante que os desacatos estão "completamente sanados".
À reportagem da RTP, outros moradores contaram que a "festa era pacífica" e "ainda era cedo", tendo ficado "revoltados" com a chegada da GNR. Com esse sentimento, decidiram incendiar objectos de plástico e garrafas, conforme é ainda visível nas ruas.
Dois moradores queixaram-se à RTP de uso excessivo de violência policial. A GNR refere "que houve necessidade de entrar na casa de algumas pessoas".
"Cerca de 50 indivíduos envolvidos nos tumultos refugiaram-se em casa e continuaram a atacar a polícia, isto já depois de terem incendiado contentores na via pública e apedrejado viaturas de civis e da polícia", relata o major Tavares Belo, do Comando Territorial de Setúbal.
Em declarações à Lusa, a GNR referiu ter sido obrigada a pedir reforços porque foi recebida com pedras e insultos por cerca de 50 pessoas. De seguida, foram disparadas balas de borracha para dispersar quem ali se encontrava.
Os ânimos só ficaram menos exaltados pelas 2 horas, tendo sido levadas para identificação quase duas dezenas de pessoas. "Na sequência dos desacatos foram detidos para identificação 18 pessoas - três das quais são hoje presentes a tribunal - e quatro guardas foram feridos, tendo um deles sofrido golpes na zona do pescoço", relata o major Tavares Belo.
Deste modo, é corrigido o número dos militares feridos, anteriormente referido terem sido cinco, bem como o número total dos efectivos que se deslocaram ao bairro - 32.
A GNR não tem conhecimento de feridos civis e os seus militares tiveram alta hospitalar esta manhã.
A GNR mantém uma presença "discreta" no bairro do Asilo, "apenas de prevenção", referiu fonte militar à agência Lusa. A reportagem da RTP no local não encontrou quaisquer patrulhas.
Os militares referem que se tratou de uma "situação pontual", não tendo registo de ocorrências semelhantes, sendo seguro que os desacatos estão "completamente sanados".