País
COVID-19
DGS e uso das máscaras: uma comunicação errática
Com o espectro do regresso a alguma normalidade em linha de vista a partir de maio, a Direção Geral da Saúde mantém que o uso de máscaras não é obrigatório, apenas recomendado.
Os ziguezagues na comunicação confundiram os portugueses o que mereceu ampla crítica da comunidade médica e cientifica, a começar pelo Bastonário da ordem dos médicos, que considera que o uso de mascaras deve mesmo ser obrigatório.
A base para esta análise advém de números e experiências concretas, já testadas da Europa à Asia.
Se hoje é verdade que Portugal registou a menor subida de casos do ultimo mês, também é verdade que desde a semana passada contamos mais 222 mortes e mais 6.206 novos infetados, o que significa que morreram 64 portugueses por cada milhão de habitantes.
Mas em países da União Europeia que já reabriram alguma atividade económica ainda esta semana como a Republica Checa, Austria, Bulgaria e Eslováquia todos tornaram o uso de mascaras obrigatorio.
A República Checa, o caso que melhor se pode comparar com Portugal, em dimensão populacional e o primeiro a introduzir o uso de mascaras obrigatorio: entrou na pandemia na vespera de Portugal ja reabriu estabelecimentos comerciais e ainda assim só teve mais 763 novos casos e 51 mortos.
A Austria, o país que mais recentemente tornou obrigatorio o uso de máscaras em espaços fechados, registou mais 1037 infecções e apenas mais 91 mortes relativamente à semana passada.
A Eslováquia esta semana teve um total de 334 novos casos de infecção e apenas sete mortes. Introduziu as mascaras há quase um mês.
A Bulgária introduziu as mascaras de forma obrigatoria no domingo passado. Esta semana registou um total de 211 novos casos e mais 16 mortos num total de apenas 41.
Mas, se olharmos para a Asia, todos estes dados ganham outra consistência. Primeiro porque introduziram varias medidas todas em simultaneo. E todas no inicio do surto, ou seja, há três meses.
Em todos estes países, da Coreia da Sul a Hong Kong só temos casos de sucesso aliados ao uso obrigatório de mascaras e à disponibilização das mesmas pelos respetivos governos a preços baratos e fixos para todos.
Quem lá vive chama-lhes mesmo o milagre asiatico. A Coreia do Sul regista 230 mortes.
Taiwan - é o caso mais bem sucedido - não é reconhecido pela OMS, tem quase 24 milhões de habitantes, está a menos mil quilómetros de Wuhan regista 6 mortos e nos ultimos 2 dias nao teve qualquer caso de infecção.
Macau é outra situação excecional. Nunca morreu ninguem vitima de covid-19. Em Hong Kong morreram apenas 4 pessoas.
O Sexta às 9 falou com europeus que vivem ou viveram decadas na Asia e todos se dizem chocados pela forma lenta e desorganizada com que europeus e americanos reagem à pandemia.
Se hoje é verdade que Portugal registou a menor subida de casos do ultimo mês, também é verdade que desde a semana passada contamos mais 222 mortes e mais 6.206 novos infetados, o que significa que morreram 64 portugueses por cada milhão de habitantes.
Mas em países da União Europeia que já reabriram alguma atividade económica ainda esta semana como a Republica Checa, Austria, Bulgaria e Eslováquia todos tornaram o uso de mascaras obrigatorio.
A República Checa, o caso que melhor se pode comparar com Portugal, em dimensão populacional e o primeiro a introduzir o uso de mascaras obrigatorio: entrou na pandemia na vespera de Portugal ja reabriu estabelecimentos comerciais e ainda assim só teve mais 763 novos casos e 51 mortos.
A Austria, o país que mais recentemente tornou obrigatorio o uso de máscaras em espaços fechados, registou mais 1037 infecções e apenas mais 91 mortes relativamente à semana passada.
A Eslováquia esta semana teve um total de 334 novos casos de infecção e apenas sete mortes. Introduziu as mascaras há quase um mês.
A Bulgária introduziu as mascaras de forma obrigatoria no domingo passado. Esta semana registou um total de 211 novos casos e mais 16 mortos num total de apenas 41.
Mas, se olharmos para a Asia, todos estes dados ganham outra consistência. Primeiro porque introduziram varias medidas todas em simultaneo. E todas no inicio do surto, ou seja, há três meses.
Em todos estes países, da Coreia da Sul a Hong Kong só temos casos de sucesso aliados ao uso obrigatório de mascaras e à disponibilização das mesmas pelos respetivos governos a preços baratos e fixos para todos.
Quem lá vive chama-lhes mesmo o milagre asiatico. A Coreia do Sul regista 230 mortes.
Taiwan - é o caso mais bem sucedido - não é reconhecido pela OMS, tem quase 24 milhões de habitantes, está a menos mil quilómetros de Wuhan regista 6 mortos e nos ultimos 2 dias nao teve qualquer caso de infecção.
Macau é outra situação excecional. Nunca morreu ninguem vitima de covid-19. Em Hong Kong morreram apenas 4 pessoas.
O Sexta às 9 falou com europeus que vivem ou viveram decadas na Asia e todos se dizem chocados pela forma lenta e desorganizada com que europeus e americanos reagem à pandemia.