DGS. Os cenários de evolução da pandemia

Portugal atingiu este domingo 85% da população com uma dose da vacina contra a covid-19. Mais precisamente, ao fim do dia de domingo, Portugal tinha 84,9% da população vacinada com pelo menos uma dose. A informação foi avançada pela equipa que coordena o plano de vacinação. 76, 79% das pessoas já têm a vacinação completa . A diretora-geral da Saúde adiantou que estão previstos três cenários de resposta face à evolução da pandemia nos próximos meses.

RTP /
Lusa

“É um dia importante para todos nós. 85% da população portuguesa tem uma dose da vacina e esse é um resultado que devemos todos, enquanto povo, estar bastante orgulhosos", salientou Graça Freitas na SIC Notícias.

"Há sempre algum cuidado em encarar o outono e o inverno", estações de "grande stress em termos da saúde", devido à circulação de vírus respiratórios, mas salientou que, este ano, ao contrário do que aconteceu em 2020, a maior parte da população vai estar imunizada contra o SARS-CoV-2.

De acordo com Graça Freitas, o "bom cenário" prevê que se mantenha a atual "tendência estável e decrescente" da pandemia, em que a variante Delta continuará a ser a predominante e a vacina não perde a sua eficácia.

"No segundo cenário pode acontecer uma subida lenta do número de casos porque a vacina pode ir perdendo o seu efeito ao longo do tempo, mas ainda sem uma nova variante. Será um cenário de mais casos, provavelmente, mais ligeiros do que graves", adiantou a diretora-geral.

O "cenário pior, que não está posto fora de questão", contempla o surgimento de uma nova variante do vírus, o que obrigaria à adoção de medidas para "aguentar, novamente, uma grande pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde e sobre o sistema de saúde", admitiu.
Máscara ao ar livre?
No que se refere ao fim da obrigatoriedade do uso de máscara, a diretora-geral da Saúde recordou que essa é uma decisão da Assembleia da República, mas adiantou que, com 85% da população vacinada, a "circulação do vírus será muito menor". Mas Graça Freitas defende que devera ser necessário o uso de máscara em alguns casos, como o de ajuntamentos de pessoas em que não é possível manter o distanciamento.
Terceira dose?
Sobre a possibilidade de administração uma terceira dose a grupos vulneráveis, como os idosos, Graça Freitas adiantou que a farmacêutica Pfizer submeteu, nos últimos dias, à Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) o pedido para aprovação deste reforço de imunização.

"Teremos de esperar que o regulador nos diga se sim, se não. De qualquer maneira, estamos a fazer o trabalho de casa em duas frentes: a científica, que vai acompanhando toda a evolução, e a logística. Continuamos a adquirir vacinas para um cenário de ser necessário a terceira dose ou de reforço", assegurou.

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