DGS prevê 20 mil IVG por ano

A Direcção-Geral de Saúde estimou que se vão realizar em Portugal 20 mil interrupções voluntárias da gravidez por ano, número a reduzir ao mínimo num prazo de cinco anos.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /
Trinta e oito hospitais públicos e duas clínicas privadas no Continente estão prontos para realizar abortos a pedido da mulher RTP

O director-geral de Saúde disse que, dentro de cinco anos, pretende reduzir ao mínimo possível o número de abortos a pedido da mulher em Portugal, mas não especificou qual a meta a atingir, uma vez que são necessárias análises a realizar durante a aplicação de um novo programa de planeamento familiar.

Em conferência de imprensa, Franciso George anunciou ainda que 38 hospitais públicos e duas clínicas privadas no Continente estão prontos para realizar abortos a pedido da mulher.

De fora ficam o hospital da Guarda, o de Matosinhos, o de Évora e o São Francisco Xavier, em Lisboa.

No entanto, Francisco George sublinhou que se trata de uma "rede flexível" que pode ir sofrendo alterações mediante a disponibilidade dos hospitais.

Nos Açores, o hospital do Faial é o único das três unidades que está preparado para realizar a IVG.

Quanto à Região Autónoma da Madeira, a lei não será aplicada porque o governo regional decidiu esperar que o Tribunal Constitucional se pronuncie sobre o diploma.

Francisco George contou na conferência de imprensa que o director regional da Madeira se escusou a participar nas reuniões preparatórias do processo de aplicação da IVG até às 10 semanas, ao contrário do seu homólogo açoriano.

PUB