Dia Mundial da Pessoa com Alzheimer alerta para dificuldades no diagnóstico e apoio a doentes
A dificuldade no diagnóstico e a falta de instituições que respondam às necessidades dos cerca de 50 mil portugueses que sofrem de Alzheimer são problemas que continuam a marcar o Dia Mundial dos doentes e das suas famílias.
Para assinalar esta data, a Associação Portuguesa de Familiares e Amigos dos Doentes de Alzheimer (APFADA) tem promovido um conjunto de iniciativas nacionais ao longo deste mês, estando agendada para hoje, Dia Mundial da Pessoa com Alzheimer, uma palestra sobre "A Intervenção centrada na pessoa com demência", na Videoteca de Lisboa.
Degenerativa e de causas desconhecidas, a Doença de Alzheimer caracteriza-se por uma progressiva perda de memória e de outras funções mentais e motoras, que acabam por colocar o doente na total dependência de terceiros.
"Os doentes tornam-se incapazes de realizar qualquer tarefa, perdem-se, deixam de reconhecer rostos familiares, ficam incontinentes e acabam, quase sempre, acamados, sobrevivendo entre dois a 15 anos", explica a APFADA, lembrando que a doença se relaciona com a idade e afecta geralmente pessoas com mais de 50 anos.
Há precisamente um ano, o primeiro inquérito europeu sobre esta patologia, denominado "Enfrentar a Demência" e resultante de uma parceria entre a APFADA e um laboratório, revelava que os principais problemas de doentes e familiares residiam na dificuldade em identificar os primeiros sinais da doença, o atraso no diagnóstico e na falta de investimento no seu tratamento.
Aquelas dificuldades continuam a ser hoje sentidas, assinala a APFADA, nomeadamente quanto à "deficiência de formação dos profissionais para cuidarem dos doentes", à falta de condições para que um familiar ou amigo acompanhe o doente em casa e à "resistência" e mesmo "incapacidade" das instituições em aceitarem e lidarem com estes doentes.
Segundo a associação, o facto de esta doença ser irreversível e de as terapêuticas actuais permitirem apenas o retardamento da sua evolução torna especialmente importante o diagnóstico precoce.
Para tal, lembra a APFADA, existem alguns sinais de alerta que devem motivar uma consulta médica, como a perda persistente de memória, a utilização de palavras desajustadas, a perda da noção do tempo e desorientação, o trocar de forma incoerente o lugar dos objectos ou súbitas alterações de ..
HM.