País
Dia Nacional da Natalidade. Mais de metade dos bebés nasce fora do casamento
Na comemoração do Dia Nacional da Natalidade, as estatísticas mostram uma realidade em evolução constante. Em 18 anos, mais do que duplicou a percentagem de bebés que nascem fora do casamento, enquanto a idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho tem vindo a aumentar.
O objetivo deste dia é comemorar e reconhecer o papel fundamental das mães e dos casais em equilibrar demograficamente o país. Foi há quase 40 anos que se registou o valor mais elevado de sempre da taxa de natalidade em Portugal. Estima-se que por cada mil habitantes nasciam aproximadamente 15 recém-nascidos (1,55%), de acordo com dados da Pordata.
Desde então, com o passar dos anos, a diminuição da taxa foi sendo uma constante, tendo atingido os valores mais baixos em 2013 e 2014 (0,79%).
Porém, após esses dois anos desalentadores, o panorama começou a inverter-se. No ano passado, a taxa subiu para 0,85% e a expetativa é que este ano se verifique também uma nova subida.
No primeiro trimestre de 2019 registou-se o maior número de nascimentos dos últimos sete anos e um aumento de 984 bebés face ao mesmo período de 2018.
Segundo o Gabinete de Estatísticas da União Europeia, o Eurostat, a taxa de natalidade de Portugal do ano passado foi a quarta mais baixa da Europa (0,85%), sendo que os únicos três países à frente na tabela foram Itália (0,73%), Espanha (0,79%) e Grécia (0,81%).
Bebés fora do casamento
Antigamente, a maioria dos casais casava-se primeiro e tinha os filhos depois. Hoje em dia, o casamento já não é condição.
Nos anos 90, em Portugal realizaram-se aproximadamente 72 mil casamentos. No ano passado, não se registaram nem metade.
Factos como este têm contribuído para o aumento crescente da percentagem de bebés que nascem fora do casamento. Em 2000, apenas 22,2% dos bebés nasceram fora do casamento. No ano passado, a taxa foi de 55,9%, mais de metade do número total de nascimentos desse ano. Deste valor, aproximadamente 19% são bebés nascidos fora do casamento em que não há coabitação dos pais.
A gravidez e a idade
Em Portugal a idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho tem vindo a aumentar. Entre 1960 e 2010, as mulheres eram mães pela primeira vez entre os 20 e 29 anos.
Contudo em 2014 a realidade alterou-se e os “trinta” passaram a ser a idade de eleição para o início da maternidade. Em 2017, quase metade das mulheres portuguesas (49,5%) foi mãe pela primeira vez entre os 30 e 39 anos.
Desde então, com o passar dos anos, a diminuição da taxa foi sendo uma constante, tendo atingido os valores mais baixos em 2013 e 2014 (0,79%).
Porém, após esses dois anos desalentadores, o panorama começou a inverter-se. No ano passado, a taxa subiu para 0,85% e a expetativa é que este ano se verifique também uma nova subida.
No primeiro trimestre de 2019 registou-se o maior número de nascimentos dos últimos sete anos e um aumento de 984 bebés face ao mesmo período de 2018.
Segundo o Gabinete de Estatísticas da União Europeia, o Eurostat, a taxa de natalidade de Portugal do ano passado foi a quarta mais baixa da Europa (0,85%), sendo que os únicos três países à frente na tabela foram Itália (0,73%), Espanha (0,79%) e Grécia (0,81%).
Bebés fora do casamento
Antigamente, a maioria dos casais casava-se primeiro e tinha os filhos depois. Hoje em dia, o casamento já não é condição.
Nos anos 90, em Portugal realizaram-se aproximadamente 72 mil casamentos. No ano passado, não se registaram nem metade.
Factos como este têm contribuído para o aumento crescente da percentagem de bebés que nascem fora do casamento. Em 2000, apenas 22,2% dos bebés nasceram fora do casamento. No ano passado, a taxa foi de 55,9%, mais de metade do número total de nascimentos desse ano. Deste valor, aproximadamente 19% são bebés nascidos fora do casamento em que não há coabitação dos pais.
A gravidez e a idade
Em Portugal a idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho tem vindo a aumentar. Entre 1960 e 2010, as mulheres eram mães pela primeira vez entre os 20 e 29 anos.
Contudo em 2014 a realidade alterou-se e os “trinta” passaram a ser a idade de eleição para o início da maternidade. Em 2017, quase metade das mulheres portuguesas (49,5%) foi mãe pela primeira vez entre os 30 e 39 anos.
Apesar do envelhecimento poder ser um fator de risco para a gravidez, em 2016 um casal indiano, Daljinder Kaur e o marido, de 72 e 79 anos, respetivamente, foram pais pela primeira vez.
O nascimento ocorreu há três anos, porém só agora em 2019 é que o recorde mundial de “pais mais velhos do mundo” foi oficializado pelo Guinness.