Diagnóstico social revela falta de equipamentos e acessos difíceis no Seixal
O concelho do Seixal tem falta de escolas primárias e jardins-de-infância, centro de apoio a toxicodependentes, lares para idosos e apresenta muitos acessos a edifícios públicos com obstáculos, revela o diagnóstico social local aprovado hoje.
O documento foi aprovado em plenário pelo Conselho Local de Acção Social (CLAS) do Seixal, que reúne 81 instituições públicas e privadas.
Com base nas suas conclusões, os parceiros sociais vão elaborar até ao final de 2006 um plano de intervenção, que vigorará por três anos.
Entre os 15 problemas destacados pelo estudo contam-se as "inúmeras" barreiras arquitectónicas nos acessos a edifícios públicos (escolas, repartições de finanças, correios, entre outros), a desinserção social dos realojados em bairros de habitação económica e dos imigrantes e a falta de equipamentos para crianças, jovens, idosos e toxicodependentes.
Segundo dados da autarquia, um dos parceiros do CLAS, o concelho tem apenas um lar da rede pública para idosos e necessita, entre outros equipamentos do ensino pré-escolar, de duas escolas do 1º ciclo nas freguesias do Seixal e Fernão Ferro e um jardim-de-infância em Arrentela.
O município carece também de um centro de apoio a toxicodependentes.
O diagnóstico assinala ainda como fragilidades a insuficiente cobertura do apoio domiciliário, a escassez de respostas de formação profissional e de currículos alternativos para os alunos com insucesso escolar e a falta de técnicos sociais e de saúde.
"É preciso encontrar soluções, mas há muitos problemas que vamos ter dificuldade em resolver", reconheceu aos jornalistas, à margem do plenário, a vereadora da Acção Social da Câmara do Seixal, Corália Loureiro, lembrando os constrangimentos orçamentais do município e as responsabilidades do Governo nesta matéria.
Questionada pela Lusa sobre os adiamentos na conclusão do regulamento municipal de eliminação de barreiras arquitectónicas, a autarca comunista disse que o documento, elaborado após o levantamento prévio dos problemas de acessibilidades e reuniões com vários parceiros, aguarda parecer da assessoria jurídica do município para poder ser aprovado ainda este trimestre pelo executivo da Câmara.
Quanto aos realojamentos, que a autarquia pretende finalizar em 2009, não obstante os atrasos, a responsável garantiu que serão feitos, sempre que possível, nos próprios locais onde as pessoas construíram barracas (caso de Santa Marta de Corroios) e acompanhados por estruturas de apoio comunitário, comércio e serviços.