Direcção Nacional da PSP pede averiguações à IGAI
A Direcção Nacional da PSP decidiu hoje pedir à Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) que averigue o envolvimento do secretário-geral dos Serviços Sociais da instituição num alegado desvio de verbas.
Em declarações à Agência Lusa, o director nacional da PSP, Orlando Romano, disse que "foram solicitadas as necessárias averiguações a uma entidade externa à PSP, nomeadamente à Inspecção- Geral da Administração Interna".
O jornal 24 horas noticiou hoje que os Serviços Sociais da PSP estão a ser investigados pelo Ministério Público por suspeitas de corrupção e peculato.
As investigações devem-se a "alegada atribuição de empreitadas a custos muito mais elevados que os praticados por norma no mercado, o uso indevido de viaturas do Estado, almoços de luxo e protocolos celebrados com várias empresas cujas verbas têm destino incerto", escreve o jornal.
"Não temos conhecimento que, até agora, tenha havido apropriação ou dinheiro mal gasto de quem quer que seja", afirmou Orlando Romano, negando a aplicação de qualquer sanção disciplinar antes de saber o resultado das investigações.
"Não podem ser abertos processos de intenção contra ninguém e, até ao momento, não há nada que justifique a suspensão", referiu.
Segundo o Director Nacional da PSP, a detenção para interrogatório do secretário-geral dos Serviços Sociais da PSP, o superintendente Leopoldo Almeida Amaral em 2003, referida pelo 24 horas, não está relacionado com este processo.
"Esse é outro processo. O jornal citou um interrogatório de um processo-crime do qual não tinha conhecimento e foi no âmbito dele que a pessoa (superintendente Leopoldo Amaral) foi ouvida, mas não sei se na qualidade de arguido, suspeito ou testemunha", esclareceu.
Orlando Romano explicou ainda que este caso não está relacionado com a fiscalização que foi realizada pela IGAI em 1999.
"A IGAI fez uma auditoria em 1999 que foi concluída. O processo teve seguimento em 2003, mas foram dadas as necessárias respostas dos serviços sociais e da Direcção Nacional", disse Orlando Romano, acrescentando que "não foi detectada qualquer irregularidade do ponto de vista criminal ou disciplinar".