Direcção Nacional PSP desmente falta de condições no Comando de Faro
A Direcção Nacional da PSP desmentiu hoje a falta de condições nas instalações do Comando de Faro onde dormem os agentes do Corpo de Intervenção (CI) apontadas pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP).
Em declarações hoje à Lusa, o presidente daquela associação sindical, Alberto Torres, garantiu que dezenas de agentes do CI "dormem numa cave junto de fossas", o que levou a delegada de Saúde da capital algarvia a aconselhar o Comando a tomar medidas.
Segundo Alberto Torres, os operacionais do CI no Algarve que se encontram deslocados (cerca de metade dos 82 agentes daquela força em serviço na capital de distrito) "não têm condições físicas nem psicológicas para o trabalho" devido às péssimas instalações que ocupam e mantêm-se com baixos índices de motivação.
Em comunicado entretanto remetido à Agência Lusa, a Direcção Nacional da Polícia garante que "não é verdade que se verifiquem as condições de insalubridade" no edifício do Comando, "uma vez que as mesmas foram vistoriadas pela Delegação de Saúde e as suas recomendações foram sempre cumpridas pela PSP".
A estrutura hierárquica esclarece ainda que já se encontram concluídas as novas instalações e está "prevista para breve a transferência".
O comunicado indica ainda que actualmente os elementos do Corpo de Intervenção em Faro - destacamento criado em Junho de 2004, por ocasião do Europeu de futebol - encontram-se em instalações provisórias, afectas ao ginásio.
Acrescenta que apenas têm direito ao alojamento em instalações da PSP os elementos empenhados em serviço de alerta máximo e que os horários de trabalho dos efectivos "foram definidos em função dos efectivos e das necessidades operacionais do Comando de Faro, sendo que sempre gozaram as férias a que têm direito".
Por outro lado, a Direcção Nacional assevera que, nos termos legais, os agentes têm recebido subsídio de alimentação, "tendo inclusivamente a PSP acordado com a Escola de Hotelaria e Turismo de Faro para o fornecimento de refeições".
Em declarações à Lusa, Alberto Torres assegurou que a falta de messe no Comando de Faro obriga os profissionais a comer em restaurantes, "o que é incomportável para profissionais que, em grande parte dos casos, auferem cerca de 750 euros por mês".
Observou que os mesmos elementos "são obrigados a trabalhar dois turnos seguidos de seis horas, o que é incompatível com a sua motivação devido às condições em que trabalham".