Director adjunto da PJ diz que declarações de Alípio Ribeiro foram um "mal-entendido"

Funchal, 08 Fev (Lusa) - O director nacional adjunto da Polícia Judiciária, Baltazar Pinto, afirmou hoje no Funchal que a polémica em torno das declarações do responsável máximo da PJ, Alípio Ribeiro, sobre o caso do casal McCann foram "um mal-entendido".

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Baltazar Pinto marcou presença na cerimónia de assinatura de um protocolo de colaboração entre a PJ do Funchal e a Universidade da Madeira, visando, entre outros aspectos, a realização de um estudo sobre a incidência da droga na Região.

"Foram um mal-entendido, pois estava a referir-se ao `timing` da constituição de arguido, que será esclarecido no seu devido tempo", disse.

O director nacional da PJ, Alípio Ribeiro, afirmou sábado que poderá ter havido precipitação na decisão de constituir como arguidos os pais de Madeleine MaCann, a menina inglesa que desapareceu em Maio de 2007 no Algarve.

Baltazar Pinto anunciou ainda que a PJ do Funchal mudará de instalações até ao final do ano, deixando o edifício do Palácio da Justiça na capital madeirense, ficando dotada de um espaço "maior e melhor que permita o crescimento previsto na nova Lei Orgânica" desta polícia.

A Direcção de Investigação Criminal (DIC) da Madeira, que passará a Departamento Regional, terá ainda um reforço de meios humanos, "com grande importância", salientou.

"Posso garantir que a direcção ao mais alto nível está a trabalhar para que, no mais tardar, até princípio do próximo ano a PJ no Funchal possa ter novas instalações e mais meios, para que este departamento possa crescer e dispor de novas tecnologias e dar uma importância ainda maior a DIC Funchal", declarou.

Quanto ao protocolo celebrado com a Universidade da Madeira, na altura em que a PJ celebra 45 anos da sua instalação no Funchal, prevê a cooperação entre as duas instituições na "promoção e realização de estudos e actividades de investigação e formação multidisciplinares que contribuam para o aprofundamento do conhecimento em áreas técnico-científicas de interesse comum, com incidência na Madeira".

Estabelece também a "concepção, preparação e desenvolvimento de parcerias e prestação de serviços especializados" e o "aperfeiçoamento de competências técnicas e de formação".

Um dos aspectos apontados será o trabalho ao nível do laboratório de genética humana que poderá colaborar na área da investigação criminal.


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